realidade

A portabilidade dos dispositivos tem sido um dos grandes entraves à adoção mais generalizada das tecnologias de realidade aumentada. O projeto da startup Mojo Vision promete mudar isso, com um dispositivo que cabe dentro de uma lente de contacto.

Uma Lente Para A Realidade Virtual

A realidade aumentada não é uma tecnologia nova. Extensão lógica da realidade virtual, coloca sob a realidade tangível uma camada informacional acessível através de dispositivos. Geralmente, óculos que nas lentes combinam ecrãs onde o utilizador pode ver informação. No entanto, estes raramente atraíram a atenção do grande público, não tendo ainda saído de nichos de utilização industrial. Quando foi tentado levar esta tecnologia ao público, a experiência correu mal. Quando a Google libertou os seus Glass para testes generalizados, as reações chegaram à violência física exercida sobre os seus utilizadores, em parte pela capacidade dos óculos em registar vídeo de forma discreta. No entanto, a realidade aumentada é usada fora de nichos específicos por todos os que usando o telemóvel, acedem a aplicações como o Google Lens, guias turísticos geolocalizados ou outras aplicações. Até mesmo a jogos, como demonstra o sucesso do Pokémon Go.

O que a tecnologia da Mojo Vision promete é reduzir os dispositivos. Deixamos de usar um pouco elegante ecrã de telemóvel, ou pouco discretos óculos, para aceder a informação em Realidade Aumentada. As lentes de contacto que estão a ser desenvolvidas pela empresa incluem um ecrã com uns impressionantes 70.000 pixels. Para já, apenas é capaz de mostrar imagens. Em desenvolvimento está a incorporação de sensores, para tornar a lente um dispositivo autónomo. Em paralelo, a empresa está a desenvolver um sistema operativo específico, pensado para possibilitar a interação com o interface gráfico através do rastreamento da posição do olhar. O objetivo é o de ter um sistema de computação numa lente, permitindo interagir em Realidade Aumentada só com o olhar.

A tecnologia ainda está longe de estar pronta para os mercados de consumo. As más experiências anteriores de tentativas falhadas de introdução de tecnologias de realidade aumentada não passam despercebidas aos responsáveis da empresa, que apontam para investimento em aplicações profissionais específicas, antes de chegar ao grande público. Para já, demonstraram o conceito, que continuará a ser desenvolvido.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.