robots

O uso de robots em cirurgia já é possível, como instrumento médico para intervenções menos invasivas e até à distância. Um projeto de investigadores holandeses procura desenvolver técnicas de micro-cirurgia usando este tipo de equipamentos. 

Robots De Elevada Precisão 

Pode parecer assustador ser sujeito a intervenção cirúrgica debaixo de uma máquina complexa, cujos braços terminam em manipuladores afiados. Mas os robots cirúrgicos são utensílios para as mãos de cirurgiões experientes, que utilizam as suas capacidades de alta precisão para efetuar cirurgias invasivas com um mínimo de incisões no paciente. Estes sistemas têm ainda a capacidade de serem operados remotamente, permitindo a um cirurgião operar num paciente em localizações geográficas distintas. Nestes cenários, a velocidade de ligação e largura de banda são fatores críticos, para que a latência seja mínima e não se coloque em risco o paciente. Apesar de avançados e já em uso em hospitais europeus e americanos, estes robots ainda não se mostraram capazes de ser utilizados para intervenções de micro-cirurgia.

Isso poderá mudar, graças a uma equipe de investigadores do centro de medicina da Universidade de Maastricht, com colaboração da Universidade de Tecnologia de Eindhoven. Num estudo piloto com vinte pacientes, avaliaram as capacidades de micro-cirurgia assistida por robots. As pacientes sofriam de efeitos secundários de tratamentos a cancro da mama, que são tratáveis com microcirurgia. A equipa utilizou um robot cirúrgico MUSA, desenvolvido pela empresa holandesa MicroSure, com a qual colaboraram para adaptar o robot para microcirurgia. 

Com este sistema, os cirurgiões foram capazes de reconectar vasos sanguíneos com diâmetros entre os 0.3 e os 0.8 milímetros. Uma tarefa que requer enorme destreza e precisão por parte dos cirurgiões humanos. Os resultados foram prometedores, não se detetando problemas no seguimento dos pacientes intervencionados, com qualidade dos vasos reconstruídos usando o robot similar aos do grupo de controlo que usou meios manuais. Apenas o tempo de intervenção foi mais longo do que numa cirurgia tradicional, embora este diferencial se tenha esbatido à medida que os cirurgiões se adaptavam ao uso do robot. Embora careça de mais investigação, este estudo mostra que o uso de robots como ferramenta de microcirurgia tem um grande potencial cirúrgico. 

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Sabia Que… Este Robot Se Repara A Si Próprio?

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.