Report Coronavírus (a “doença dos morcegos”): apresentamos aqui um Status da Epidemia do vírus SARS-COV-2 (que causa a doença Covid-19), com updates actualizados ao dia 12 de Março de 2020 (compare os resultados há 6 dias atrás):

Número conhecido de Infectados, até ao momento: *143,768
Número de mortes até ao momento:  5,394
Número de doentes infectados, que recuperaram (recebendo “alta hospitalar”): 70,920
Número de pacientes ainda infectados: 67,454
Pacientes com sintomas controlados da doença 61,454 (cerca de 91%)
Pacientes em estado crítico 5,990 (cerca de 9%)
Casos encerrados até ao momento, face ao número de infectados (curas e mortes) *76,314

*Dados do quadro acima recolhidos em “Live Updates” sobre o Coranavírus, de diversas fontes (New York Times, Al Jazeera Health, Johns Hopkins Coronavírus Control Center, etc).

Porque é importante perceber que esta é uma epidemia com origem nos morcegos?

Os morcegos são responsáveis pela transmissão de diversos vírus, entre os quais o Nipah, o Hendra, o Ébola, o Marburgh, e o SARS (sendo que o SARS-Cov-2) é o responsável pela a actual pandemia.

Enquanto o Ébola, o Hendra ou o Marburgh resultam em febres hemorrágicas e portanto com um índice de mortalidade bastante acelerado, o SARS tem uma capacidade infecciosa muito elevada, espalhando-se com enorme velocidade (tal como está a acontecer).

As “grandes” doenças de natureza viral que têm aparecido desde 1910 são passadas por morcegos, e esta transmissão deve-se ao facto de com a destruição das florestas, estarmos a entrar na zona de contágio dessas doenças por ser o habitat natural dos morcegos.

Na Malásia por exemplo foram construídos zonas de habitat natural de morcegos, quintas de criação de porcos, o que levou à contaminação via as fezes contidas no solo. Já na Austrália, a espécie de “morcegos da fruta” começaram a invadir os jardins de humanos propagando estes vírus.

Os morcegos carregam de facto vários tipos de vírus simultaneamente, que não se conseguem desenvolver nos morcegos por razões ainda desconhecidas… Pensa-se que como os morcegos voam, e essa actividade provoca um dispêndio grande de energia, essa seja a receita necessária para que de facto os vírus não tenham energia suficiente para se desenvolver, razão pela qual o seu hospedeiro natural lhes seja imune e embora “infectado” por diversos vírus simultaneamente.

Além disso os morcegos agrupam-se em grandes quantidades, o que permite que os vírus passem para outros morcegos com velocidade. Depois é só esperar o contacto com os seres humanos ou animais domésticos, e o desastre acontece…

No mercado de Wuhan na China (onde a pandemia começou), e que é um “Wet Market”, os animais são empilhados em jaulas, para consumo. Os animais que estão nas jaulas inferiores são continuamente contaminados por todo o tipo de líquidos, sejam eles fezes, urina, etc. Além disso os animais são preparados em frente aos clientes, para que possam ser consumidos (daí o termo Wet Markets). Os “Wet Markets” (mercados húmidos), são a maior fonte de transmissão entre espécies e de contaminação de seres humanos, pois funcionam como incubadoras de coronavírus – os vírus que “saltam” entre espécies.

Há “mercados húmidos” espalhados por todo o mundo. Existem na América do Sul (Venezuela, Perú, Equador, Colombia, etc), existem na África Ocidental, e por fim existem na Índia, China e Indonésia, etc, simplesmente espalhados por todo o Oriente. Depois de um vírus passar para os humanos tudo começa rapidamente, muitas vezes antes de serem visíveis os primeiros sintomas.

Actualmente na Indonésia, apesar da Pandemia do Coronavírus, continua-se a vender actualmente  carne de morcego nos “Wet Markets”, portanto é uma questão de tempo até que um novo vírus possa surgir infectando um “paciente zero”…

E mesmo que se consiga extinguir os “Wet Markets”, um morcego pode passar um vírus a um canguru na Austrália, a um porco na Malásia, ou uma qualquer outra transmissão inter-espécies por partilha comum do habitat (graças à desflorestação provocada pelo Homem)…

A Economia Global e a facilidade em viajar de um ponto a outro do globo, bem como a facilidade em aceder a destinos exóticos e tropicais é a garantia de que é uma questão de tempo até termos outro “outbreak”, ou outra epidemia, ou outra pandemia…

Mais Informações importantes sobre o Coronavírus:

COVID-19 é o nome oficial atribuído pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada por um novo tipo de coronavírus, o SARS-COV-2. A incidência da Covid-19 é particularmente perigosa nos cerca de 20% de pessoas infectadas que têm uma condição de vulnerabilidade anterior a esta doença, resultando em 1% de mortes (actualizado ao dia de hoje).

O perigo do SARS-CoV-2 reside na sua capacidade infecciosa para além de ser 10 vezes mais letal do que a Gripe segundo Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. Para além disso põe à prova os sistemas de saúde dos países, uma vez que se espera por exemplo uma contaminação de 70 a 150 milhões apenas nos EUA, segundo a informação de Brian Monahan ao Congresso norte-americano. E isto é o mesmo do que falar na falência dos serviços de Saúde, por falta de espaço para tratamento…

Até aos dias de hoje a Humanidade só teve sucesso na erradicação de um único vírus, que foi a Varíola, e mesmo assim foi graças a décadas de vacinação. Uma vacina específica para o Coronavírus demora no mínimo 18 meses. E outra conclusão a que se chegou, é que este surto não será caso único… Teremos mais surtos no futuro!

Simultaneamente aguarda-se também os resultados do impacto da praga de gafanhotos que começou na África Oriental e se propagou à China, ameaçando com uma crise alimentar sem precedentes. A China já enviou um “exército” de mais de 100 mil patos para combater praga de gafanhotos no Paquistão, embora esta praga possa vir a ser um golpe bíblico no regime chinês…

No passado já tratámos pragas de bactérias e fungos que são germes maiores (e por isso são mais vulneráveis) comparativamente aos vírus. Por exemplo há 5000 anos atrás os egípcios administravam pão com bolor a doentes. A penicilina resultou com várias doenças mas não resulta com os vírus…

As vacinas também não são uma medida determinante contra os vírus, uma vez que estes sofrem mutações, a as vacinas perdem a eficácia com o decorrer do tempo… Esse contudo não parece ser o caso do SARS-CoV-2, que parece estar a sofrer mutações, tendo sido identificadas apenas 2 variantes (a “S” e a “L”).

Um epidemiologista famoso da Johns Hopkins University, Dr. Stefan Baral, explicou que o Coronavírus deverá abrandar com a chegada da Primavera e principalmente do Verão, uma vez que o número de horas de luz solar e o calor vão retardar a propagação do vírus. Contudo teremos que continuar a desinfectar as mãos e a ter cuidados redobrados durante os meses que se seguem, mesmo em pleno Verão.

Para este especialista o tempo quente e seco fará abrandar eventualmente a epidemia, enquanto que nos climas húmidos a poderá fazer prosperar…

Foram rastreados digitalmente até ao momento 687 milhões de substâncias em busca de armas contra o coronavírus SARS-Cov-2, tendo sido identificadas 11 substâncias que poderão inibir uma proteína-chave deste vírus.

Links úteis

Especial sobre o novo coronavírus Covid-19
Linha SNS24
Direção-Geral da Saúde (DGS)
Organização Mundial da Saúde (OMS)
ECDC – Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças

***IMPORTANTE***

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Clique em baixo para comparar a situação com o dia anterior, e leia o nosso artigo: 

Report Coronavírus, 7 de Março: porquê surtos de vírus vindos da China?