A epidemia do Coronavírus é já neste momento muito agressiva, mas a verdade é pode com o tempo ficar ainda bastante pior… Se repararmos no exemplo do que se está a passar na Islândia, podemos confirmar através da página do ministério da saúde islandês que, com base num estudo efectuado até 25 de Março, este país realizou 12.615 testes dos quais encontrou 802 de contágio. Esta é uma amostra particularmente importante para se poder fazer previsões no futuro, uma vez que se trata de um país escassamente populoso (com 364.000 cidadãos), pelo que a população testada corresponde a 3,4% da população total. Obter uma amostra total como neste caso é quase impossível se compararmos com países como os EUA onde foram feitos mais testes, até ao momento 432,655 para uma população total de 327 milhões de cidadãos, pelo que a Islândia pode alegar ter testado mais cidadãos per capita do que qualquer outro país do mundo…

Tivemos acesso aos resultados deste estudo do caso islandês via BuzzFeed News, para concluirmos que estes primeiros resultados da deCode Genetics indicam que metade daqueles que apresentaram resultado positivo não são sintomáticos, tal como confirma Guðnason, epidemologista e coordenador do plano de resposta islandês…

Assim sendo ficamos a saber que cerca de metade dos “carriers” ou portadores do vírus não têm febre, dores, tosse ou qualquer outro sintoma, e portanto estão despreocupadamente a contaminar outros que poderão apresentar futuramente um quadro sintomatológico agudo, que poderá resultar eventualmente numas morte…

Mas para além disso há as mutações…

Se a propagação do Coronavírus (ou o seu contágio) é rápida/o, também é verdade que este, tal como todos os vírus, sofre também pequenas alterações ao seu genoma como forma de se adaptar e prosperar. Desde o “paciente zero” desta epidemia que teve o epicentro em Wuhan na China, o SARS-CoV-2 já se transformou pelo menos em duas estirpes diferentes… Esta evolução do vírus está a ser cuidadosamente acompanhada pelos cientistas, tal como podemos ver na National Science Review.

Assim estão identificadas 2 linhagens ou estirpes do SARS-COV-2: o tipo “L” e o tipo “S”, sendo que a estirpe mais agressiva, a de tipo “L” é responsável por cerca de 70% das infecções a que estamos a assistir por todo o mundo. A Estirpe “L” começou a entrar em declínio a partir do final de Janeiro, e actualmente assistimos à prevalência da infecção do tipo “S”…

Parecendo que estas são boas notícias, grande parte dos epidemologistas considera estes dados pura especulação, uma vez que podem aparecer novas mutações que modifiquem o comportamento do vírus, e mesmo nestas estirpes iniciais precisaríamos de anos para perceber de que forma afectam o vírus… Actualmente os dados são muito limitados para se poder perceber de que forma o vírus está efectivamente a evoluir, e essa é a grande tarefa da Ciência actualmente pois é necessário perceber de que forma o vírus se pode tornar mais mortal ou mais contagioso do que é actualmente.

Por isso pedimos ajuda à Inteligência Artificial, para combater epidemia do Coronavírus…

A esta luta contra o Coronavírus juntou-se o SUMMIT, que é actualmente o computador mais rápido e poderoso do mundo, e que está a procurar a uma velocidade sobre-humana uma vacina ou composto eficaz contra este vírus.

O SUMMIT para quem não sabe, foi desenvolvido pela IBM e está localizado no Laboratório Nacional Oak Ridge (ORNL), pertencendo ao Departamento de Energia dos Estados Unidos. O seu objetivo principal é permitir que cientistas e investigadores resolvam tarefas complexas nos campos de energia, inteligência artificial, saúde, e até outras áreas de investigação.

O SUMMIT tem 9,216 Power9 CPU’s, e 27,000 Nvidia V100 Tensor Core GPU’s… Tem uma capacidade de armazenamento de 250 Petbytes, processando 25 Gigas por segundo de informação entre os seus nodes… Esta combinação resulta numa média de 200 quatriliões da cálculos por segundo! Ver IBM SUMMIT by the numbers: Basicamente, é um milhão de vezes mais poderoso do que o Laptop mais rápido da actualidade…

Até ao momento o SUMMIT identificou 77 compostos moleculares potenciais para podermos combater os sintomas do Covid-19, dados esses que alcançou em apenas 2 dias… Essas descobertas foram aliás já publicadas em ChemRxiv. Entrámos por isso e recentemente na altura de testes destas descobertas, embora uma vacina para ser comercializada poderá demorar até 2 anos antes que esteja pronta…

 

Mas a corrida por uma vacina não fica por aqui…

O Gabinete de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca também pediu recentemente aos investigadores norte-americanos que utilizem a Inteligência Artificial para analisar os mais de 29.000 artigos científicos que foram publicados sobre o Coronavírus até ao momento.

De facto, este Gabinete fez uma parceria com empresas como a Microsoft Corp (MSFT.O) e a Alphabet Inc’s (GOOGL.O) Google, para compilar o banco de dados mais extenso de artigos académicos sobre o vírus, disponíveis para os cientistas. A participação da  inteligência Artificial funciona detectando padrões de dados semelhantes e desenvolvendo novas compilações de dados de onde se possam retirar conclusões efectivas de combate ao SARS-COV-2.

A grande probabilidade é de no Futuro todos usarmos máscara…SEMPRE!

ESte é um combate difícil, e não é claro se a própria Humanidade irá sobreviver a este vírus. Tal como foi alvo de uma peça no Diário de Notícias recentemente, o mundo tal como o conhecíamos acabou… Não voltaremos ao normal e as mudanças pós-epidemia (caso a possamos travar), serão permanentes… Quem o diz são alguns dos mais importantes ou reconhecidos futuristas da actualidade, como por exemplo Gerd Leonhard.

Para além das consequências económicas previsíveis, uma das afirmações que começa a ser repetida com alguma regularidade é que no Futuro teremos que usar máscara sempre. Sim, SEMPRE que estamos fora de casa… Todos os dias…

Isto pode acontecer porque teremos crises cíclicas de outros Coronavírus a emergir da China, tal como já explicámos neste artigo, ou porque o consumo de carne de morcego ou interacções com esta espécie de animal dificilmente poderão acabar (tal como explicámos neste outro artigo).

Como tal, e não só por causa do Coronavírus mas também pelo combate à poluição, este ano no CES – Consumer Electronic Show em Janeiro (o maior evento de tecnologia do mundo), foram apresentados aquilo que se acredita serem as máscaras do futuro (e que podem já ser compradas aqui (com um sinal de 70€ e um custo total de 350€).

De facto estas máscaras são melhores do que as convencionais N95 (as únicas máscaras que protegem contra o Coronavírus), uma vez que as máscaras cirúrgicas apenas dificultam o contágio de outros pelo portador, não protegendo o portador de ameaças exteriores.

Feitos os testes esta máscara electrónica revelou ser mais eficaz que:

  1. A Neoprene Sports Antipollution Mask

  2. A NIOSH certified N95 mask

  3. NIOSH Certified Double-Barrelled Elastomeric Mask

Ver os resultados dos testes aqui! Ou o sumário, aqui!

A grande vantagem destas máscaras, para além de um nível acrescido de protecção, é o facto de não representarem qualquer dificuldade na respiração (como as máscaras convencionais)…

Será mesmo isto que o Futuro nos reserva?

Links úteis

Especial sobre o novo coronavírus Covid-19
Linha SNS24
Direção-Geral da Saúde (DGS)
Organização Mundial da Saúde (OMS)
ECDC – Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças

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Clique em baixo para comparar a situação com o dia anterior, e leia o nosso artigo: 

Report Coronavírus, 7 de Março: porquê surtos de vírus vindos da China?

***Ou então clique aqui!

Report Coronavírus: a importância da transmissão por morcegos!