Há quem entenda que a Pandemia do Coronavírus tem desígnios divinos, e há quem a entenda como um grito da Natureza a querer proteger-se. Uma coisa é certa, o mundo “antigo” acabou e nada voltará a ser como dantes. As mudanças são profundas na sociedade, e o mundo tenderá a ser repensado por forma a que tragédias como estas não possam voltar a dar-se. Hoje falamos neste artigo sobre a diminuição da poluição no planeta Terra, mas também da ascensão de tecnologias como o Matternet, que inicialmente deverá começar por ser posto ao serviço dos Hospitais, mas que rapidamente substituirá os tradicionais “Correios”. Se o Matternet veio para ficar? Completamente! O Matternet foi pensado para funcionar com o 5G!!!

E o que é o Matternet?

Uma breve introdução ao tema: A queda na procura do petróleo fruto do confinamento social e o abrandamento no consumo de carvão permitiu-nos registar uma redução de emissões de CO2 (dióxido de carbono) calculada em na ordem das 9,6 milhões de toneladas, por dia. Estando a Humanidade a perder a batalha contra o Aquecimento Global, a Urgência Climática está na ordem do dia de todos os governos mundiais, embora ainda com poucas medidas ou seja, estamos pela primeira vez o nível de crise em 2009, não ultrapassando a produção de 90.000 barris/dia.

Aliás segundo o site Carbon Brief, as medidas da China para travar o vírus que teve o seu epicentro na cidade de Wuhan, levaram a uma redução de entre 15% e 40% da produção nos principais sectores industriais. Com a redução na produção de carvão da China aliada à redução na venda de barris de petróleo, a quebra das emissões de CO2 estima-se acima dos 6% no final do ano.

Na Europa a ESA provou-nos já com o vídeo seguinte que no Norte de Itália a poluição atmosférica também baixou, fruto das medidas de confinamento. Estes dados foram compilados através da missão Copernicus Sentinel-5P da ESA, e o resultado do “lockdown” dispensa comentários.

O mundo novo pós-Coronavírus…

O tempo de quarentena pode servir também para ler alguns dos livros que previam esta desgraça, como por exemplo o “Wuhan-400” (uma arma biológica de concepção chinesa) ou Eyes of Darkness, escrito há 40 anos atrás, ou ainda o filme Contágio de 2011 (com Gwyneth Paltrow e Matt Damon) e que fala de uma pandemia viral a começar na China, praticamente igual à que vivemos actualmente.

De alguma maneira era fácil de adivinhar que teríamos problemas com vírus provenientes de morcegos. O investigador da Universidade da Carolina do Norte, especializado em infecções provocadas pelo Coronavírus, Ralph Baric, falou ao Science Daily sobre este assunto em 2015, alertando também para a possibilidade de uma pandemia. Ou seja, não foi definitivamente por falta de aviso, e a grande probabilidade é tudo isto durar em sucessivas vagas, bem como em novos surtos virais.

A ausência de informação atempada sobre uma epidemia descontrolada não se deve apenas às sucessivas tentativas de encobrimento pelas autoridades chinesas, mas também é já considerado o maior falhanço da história dos Serviços de Intelligence a nível mundial, uma vez que os serviços norte-americanos tinham sinalizado a possibilidade de uma pandemia em 2017 e 2018.

Mas esta pandemia teve um efeito colateral. É que agora fala-se de como seria desejável ver manter os níveis de poluição abaixo do normal, para além de agilizar meios de resposta inteligente e rápida, para a possibilidade de no futuro termos que lidar com crises como estas.

Por esta razão tem-se falado bastante ultimamente numa tecnologia que é rápida e segura, para além de autónoma e não poluente, e que foi desenhada para ser primeiramente incrementada nos sistemas de saúde. Chama-se Matternet!

A Sub-rede Matternet

A ideia é dotar a rede de cuidados de Saúde de uma sub-rede de torres de lançamento de drones. Os drones podem ser programados para fazerem voos autónomos e deslocarem-se entre as torres associadas aos sistemas de Saúde, garantindo a rapidez nas análises (no caso de uma epidemia), ou simplesmente como meio de transporte de material. A utilização de torres de lançamento de drones permite dar apoio ao doente sem a obrigatória mobilidade do mesmo (com excepção dos casos graves), garantindo a eficácia do tratamento em ambiente de quarentena. Assim os centros de teste, ou de produção de vacinas, etc, nunca estariam dentro do mesmo local onde se realiza o tratamento de pacientes (o que é “á priori” uma vantagem para se evitar a contaminação).

Assim a equipa do hospital pode colocar as amostras no interior da estação de lançamento, e esta encarrega-se de automaticamente de as colocar dentro de drone (que entretanto se auto-abasteceu de energia eléctrica na torre, e é autonomamente lançado no ar).

Para os mais descrentes, esta rede está actualmente a ser testada nos EUA e na Suíça, após ter recebido um investimento de 16 milhões para instalação da rede ainda durante o ano de 2018. Agora, no final de 2019 e principio de 2020, com a propagação do coronavírus, o Matternet ganhou um novo fôlego, estando a ser entendido como uma das  grandes medidas inovadoras para apoio à Saúde.

Apesar da implementação do sistema Matternet ter começado em 2018, esta medida poderá levar ainda alguns anos a estar a funcionar em pleno, uma vez que se tem vantagens (como a utilização de energia renovável e não-poluente, e na rapidez das entregas, etc), também tem como desvantagens o tempo que levará a ser complementada pelo desenvolvimento de software que garanta a absoluta segurança das pessoas, para um UAV “unmanned aerial vehicle” que por definição voará de forma autónoma, e que será pesado (podendo causar estragos em caso de avaria).

O Comunicado da Matternet

Contudo as vantagens são maiores do que as dificuldades, explicou Raptopoulos, Ceo da Matternet em entrevista ao site Fast Company. Para além das torres terem cerca de 3 metros de altura, permitindo a aterragem em segurança, normalmente e em casos de urgência, para além da redução óbvia de custos, um laboratório demora de forma padronizada cerca de uma a duas horas a conseguir fazer a entrega de amostras, e com o Matternet as entregas passam a demorar desde a recolha até ao envio e recolha, cerca de poucos minutos…

Desta forma a startup com base em Mountain View, na Califórnia re-apresentou-se ao mundo a 10 de março de 2020, num comunicado de imprensa.

A Matternet, startup que é “developer” da principal plataforma de logistica urbana de drones, apresentou o “revamp” da sua plataforma autónoma M2 baseada num drone, e da Cloud Platform acompanhada dos vídeos explicativos que estamos a juntar a este artigo. Presentemente a Matternet está a aguardar o parecer positivo da FAA “Federal Aviation Agency”, para lançar em breve o sistema nos Estados Unidos da América.

Não há grande razão para que este sistema seja declinado, uma vez que a experiência piloto que decorreu na Suíça, parece mostrar a eficácia da medida.

Assim sendo, o 5G não vai trazer ao mundo apenas os carros autónomos mas também um sistema inovador de correios! E de Saúde!

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