Micrashell, Production Club

Com a epidemia do coronavírus a dar sinais que não nos vai abandonar tão cedo, equipas de visionários futuristas começaram a desenvolver equipamentos que nos possam ajudar a melhorar as nossas vidas, e com base em tecnologias emergentes defender-nos do contágio. O motivo infelizmente é triste, mas o fato da Micrashell é uma coisa do outro mundo, mesmo…

Será que vamos ter que usar fatos “futuristas” para nos protegermos do Covid-19?

Esperemos que não, mas a resposta ainda não é clara sobre quanto tempo é que o Coronavírus nos vai acompanhar…

Um estudo realizado com base em testes de anticorpos no final de Abril na Califórnia, sugere que o número de infecções pelo Coronavírus, o SARS COV-2 que causa a doença Covid-19, possa ser na realidade 50 vezes acima daquilo que são os números oficiais. O mesmo estudo defende que por essa razão este vírus é muito menos mortal (mas também muito mais infeccioso) do que as contagens oficiais sugerem, e a razão pela qual as estimativas actuais estão erradas deve-se ao facto da fiabilidade dos kits utilizados não ter sido até ao momento avaliada com rigor…

O Caso “Santa Clara”!

De facto, testes de anticorpos em massa realizados num condado da Califórnia revelaram uma prevalência muito maior de infecção por coronavírus do que os números oficiais sugeridos. Uma análise do sangue de cerca de 3.300 pessoas residentes em Santa Clara, concluiu que uma em cada 66 pessoas tinha sido infectada com SARS-CoV-2. Com base nesse estudo os investigadores estimam que entre 48.000 a 82.000 dos cerca de 2 milhões de habitantes do município estariam infectados com o coronavírus no início de Abril (altura em que se realizou o estudo), o que são números que contrastam fortemente com a contagem oficial de casos que apenas relatou cerca de 1.000 pessoas nessa data.

A análise feita em Santa Clara vem também na sequência de um estudo análogo que decorreu na Alemanha e que foi divulgado a 9 de Abril passado. Neste estudo foram testadas 500 pessoas de uma vila com mais de 12.000 habitantes, tendo-se concluído que uma em cada sete pessoas tinha sido infectada com o SARS COV-2, estimando os números totais em 15%, após uma combinação de casos conhecidos com os detectados neste estudo.

Informar durante o pânico…

Nesta crise toda a informação é importante, porque uma informação errada pode gerar outras crises. Por exemplo, houve vários relatos de abandono de animais domésticos até ser noticiado que apesar destas infecções serem raras, é mais fácil haver gatos infectados do que cães, mas ainda não há uma certeza absoluta se existe a transmissão a humanos.

E portanto há muitas notícias e começaram a ter quase todas o mesmo peso…Mas não é bem assim: pela primeira vez começámos a assistir a uma comparação desta crise ao resultado de guerras do século XX. Ainda há um dia foi noticiado que as 59,000 vítimas de COVID-19 nos Estados Unidos ultrapassam a sangrenta Guerra do Vietnam que teve um total de 58,200 mortes em combate.

Estes números são assustadores e estão envoltos numa ambiente de confusão sem fim. De facto, uma nova análise que foi reportada pelo The Washington Post, veio denunciar agora que para além deste número record de mortes atribuídas ao Covid-19, o número real de mortes nos EUA pode ser ainda maior do que aquele que foi contabilizado pelo Governo dos EUA…

Este estudo realizado por uma equipa de Saúde Pública de Yale, assenta na investigação aos registos oficiais do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) visando apreciar o impacto inicial após os primeiros casos aparecerem nos EUA (inicio de Março a início de Abril), e cujo resultado é um número estimado de 15.4000 mortes, em excesso – praticamente o dobro das atribuídas ao coronavírus…

A problemática do “One Touch Transmission” foi magistralmente abordado no filme Contagion de Steven Soderberg realizado em 2011(um dos meus filmes de culto, confesso), onde se relata a crise do SARS COV-1  (a primeira “versão” do Coronavírus num Outbreak que tal como agora, também teve origem no Sul da China, em 2004), e que começou em Hong Kong para em seguida se dispersar atacando por exemplo o Canadá.

 

Recomendamos além do filme esta reportagem da BBC sobre o Outbreak do SARS, em 2003.

Agora, apesar do elevado número de mortes já se percebeu que o confinamento social é tão ou mais letal para a Economia Mundial como o contágio pelo coronavírus, pelo que começam a emergir soluções futuristas e não-convencionais, que são aliás o foco do nosso artigo de hoje…

E parecendo que não, fazem sentido: Esta crise só acabará com a descoberta de uma vacina, e para que tal aconteça o período efectivo para a realização de todos os testes vai de entre 12 meses a 18 meses (se tudo correr bem!). Como termo de comparação lembramos que a Humanidade procura uma vacina para o HIV há cerca de 40 anos, ainda sem sucesso, apesar de várias aproximações… E este vírus está “Airborne” (transmitido pelo ar)!

Posto isto, não é expectável que possamos voltar á normalidade antes de pelo menos 2022, o que está a deixar as pessoas com a sensação de uma vida interrompida…

E é neste contexto que uma empresa sediada em Los Angeles, a Production Club, especialista em design relacionado com materiais para festivais de música e Gamming, apareceu como uma ideia inovadora: um fato futurista muito semelhante ao que Jude Law usa no filme Contagion…

O fato futurista Micrashell, contra o Covid-19…

Foi através de um Press Release da Production Club que os mais “Geeks” deste mundo ficaram a saber da existência de um novo conceito chamado Micrashell, que os seus criadores definem como “conceito de design de equipamento de proteção individual que permite a interação de homem para homem em ambiente de grupo”…

Micrashell

Para quem não conhece, a empresa Production Club possui um portfólio diversificado de projetos que fundem o design artístico com tecnologias emergentes, tendo desenhado os conceitos para a produção de grandes eventos em plataformas como Amazon, YouTube, Intel, Riot Games , Epic Games e Video Game Award, mas também em grandes  concertos/eventos como Grimes, Zedd, e The Chainsmokers.

Pessoalmente acho que o grande “cartão de visita” da Production Club são os efeitos visuais associados ao robô digital Skrillex Cell, que apresentamos no vídeo em baixo (mesmo não sendo grande fã de música electrónica):

O Micrashell como se pode ver na imagem seguinte é feito para cobrir apenas uma terça parte do corpo, a partir do peito, cobrindo a cabeça e os membros superiores. Há uma razão de ser para isto: os seus criadores quiseram que o fato permitisse aos utentes “continuar a ter sexo”, para além dos dois botijões na zona da boca permitirem ao utilizador tomar bebidas e vapear (sim, de vaping mesmo!!!)…

Micrashell

Micrashell: Be Amazed!

Este fato tem que se lhe diga… Vamos ver o que incorpora:

SAÚDE
• Sistema de filtragem do ar com filtro N95, (e seguindo as diretrizes da OSHA).
• sistema de ventilação ajustável.

INTEGRAÇÃO DE TELEFONE
• Integração no fato de bolsa para manuseamento de smartphone.
• Possibilidade de carregar o smartphone quando ligado ao fato.

COMUNICAÇÃO DE VOZ
• Sistema de comunicação de voz wireless.
• Sistema de comunicação baseado em critérios de privacidade.
• Sistema de software que permite controlar os níveis de áudio de diferentes fontes individualmente (DJ, ambiente, amigo_1, amigo_2, … amigo_n, etc…).
• Subsistema de voz que permite modificação de voz (inspirado em tecnologias como vocoder, talkbox, octaver, pitch modulation, etc).

SISTEMA DE SOM E PROCESSAMENTO DE ÁUDIO

  • Microfones internos (voz) e externos (ambiente).
  • Sistema de colunas internas, controlável.

NECESSIDADES BÁSICAS E (ENFIM), O RESTO…
• O design do permite que o utilizador faça as necessidades básicas, use outras roupas (as habituais, e inclusivamente tenha sexo, mantendo o acesso ás vias respiratórias protegido.

  • O fato é customizável e pode ser combinado com acessórios de moda (ex: Bolsa NFC).

Micrashell

SISTEMA DE FORNECIMENTO
• O sistema de abastecimento baseado em botijões parcialmente descartáveis que ​​permite vapear e consumir bebidas tanto alcoólicas como não-alcoólicas, bem como substitutos de refeição em líquido.
• O sistema de encaixe dos botijões é baseado em ímãs, pelo que adere suavemente á superfície do encaixe da máscara.
• Quantidade remanescente de bebida e vaping (fumo) pode ser monitorizada através de luz RGB embutida na zona da bolsa de telemóvel.

ILUMINAÇÃO
O fato dispõe de um sistema de iluminação para “transmissão de emoções” e monitorização personalizável pelo utilizador composto por vários grupos de telas e LEDs RGBWA SMD endereçáveis. Daqui se configuram indicadores do humor, necessidades, avisos, mensagens, desejos, etc… A luz do arco-íris foi seleccionada por default para expressar alegria, por exemplo. Também são sinalizáveis os estados de repouso, ocioso, etc, com luzes verdes, vermelhas ou laranjas…

CAMERA
O sistema de câmera Pan + tilt com monitoramento LED RGB.

Micrashell

Segundo informa a Production Club, o fato Micrashell está actualmente a ser testado para garantir que cumpre todos os requisitos de segurança.

E a empresa informa que irá ser produzido em massa!

Micrashell

Para quem quiser ir seguindo os desenvolvimentos pode ir acompanhando por aqui:

Website: production.club/micrashell

Instagram: @productionclub

Facebook: facebook.com/ProductionClub/

Twitter: @productionclub_

Micrashell

E ele a pena dar mais um vista de olhos nas botijas de entrada:

Micrashell

Aqui no Bit2geek iremos continuar a acompanhar os desenvolvimentos do Micrashell!

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