Esta semana, destacamos o historial cinematográfico de Carmilla, a nova velha visão sobre Swamp Thing, e uma adaptação estonteante do conto Viyi para banda desenhada. Descobrimos que podemos gerar memes e música com inteligência artificial. Fala-se de máquinas conscientes e algoritmos criativos. E mostra-se que as ferramentas que suportam o ensino remoto de emergência são muito úteis na escola normal. A brincadeira portuguesa do jogo das estantes foi descoberta, as rivalidades entre potências regionais dão-nos momentos tipo Top Gun, e finaliza-se com uma forte reflexão sobre o que é realmente importante na educação, nestes tempos de aulas via internet. Escolhendo leituras, as Capturas permitem refletir sobre os sistemas do mundo e a criatividade cultural.

Mundos da Ficção Científica

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Melvyn Grant: Mamã pterodactyl?

Os Leves Passos de Carmilla – Maratonando as Adaptações do Clássico de Sheridan Le Fanu: Um mergulho profundo nas adaptações cinematográficas de Carmilla, o clássico romance de vampirismo de Sheridan Le Fany, notável pela sua ambiguidade sexual (bem, todo o mito do vampiro é uma óbvia metáfora sobre sexualidade e desejo).

Ralph McQuarrie’s Star Wars concept art: Porque 4 de Maio foi há pouco tempo.

Four Of My Favorite Stories From Metal Hurlant: Selected Works: Uma nova antologia com o melhor de uma publicação clássica da banda desenhada vanguardista.

Photo: Não sei o que é que se passa aqui, mas… não, não sei mesmo.

Swamp Thing: New Roots #1 Review: A Dig At Frankenscience: Por interessante que pareça este regresso de Swamp Thing, está demasiado próximo das histórias e iconografias que Alan Moore e Rick Veitch usaram para redefinir, de forma brilhante, a personagem. Ou melhor, que Moore usou, embora Veitch tenha sabido manter o nível. Esta nova revisão do personagem é demasiado parecida com os primeiros toques de Moore, ou seja, na verdade tem pouco da originalidade que o cronista da Bleeding Cool lhe aponta.

Gerry Daly, 1981, for the cover to Starship & Haiku,…: A nave é gira, mas… o que é que aquela baleia está ali a fazer?

The Viyi: Especializado em terror pré-comics code, o The Horrors of it All recorda uma preciosidade, o traço de Esteban Maroto (um dos grandes da ilustração de terror dos anos 50 a 70) aplicado ao conto clássico de Gogol, e também um filme russo tremendo. Visualmente, fabuloso.

Ron Walotsky, Clouds of Magellan: Sense of wonder nestes sistemas estelares.

Coyote v. Acme: Já não era sem tempo. O Coiote sempre foi um cliente fiel dos produtos ACME, usados na suas tentativas de caça ao Papá-Léguas. E estes sistemas sempre falharam espectacularmente. Muita paciência teve ele, devia ter processado a empresa logo à primeira explosão. Um blast from the past, na New Yorker.

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Heinz Edelmann: Vá, cantem comigo: we all live in a…

‘The Invention of Morel’ is a techno-lovestory from the future, written in 1940: Este estranho romance de Bioy Casares, onde o passado e o presente se cruzam por fantasmagorias tecnológicas, recordado pelo Next Nature.

Chris Foss art, used as interior art in Science Fiction Monthly,…: Mestria clássica.

Sombras em Zamboula: Vai uma leitura pulp clássica? A SdE disponibilizou um conto clássico de Robert E. Howard, na sequência do seu concurso de ilustração para a antologia dedicada a Conan. Boa maneira de partir à descoberta deste personagem clássico.

Groundhog Day Was a Horror Movie All Along: O interesse neste clássico brilhante do cinema fantástico regressou como meme que descreve bem a sensação de suspensão da passagem do tempo nestes dias da pandemia de Covid-19. Pessoalmente, não diria que é um filme de terror (talvez de horror existencial, se tanto), mas que é uma comédia muito negra, isso é inegável.

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Roger Dean: Mundos fantásticos.

Ancient Astronaut Comics: ‘The Gods from Outer Space’, 1978 – 1982: Coisas que só o We Are The Mutants descobre. Uma adaptação para banda desenhada das ideias bizarras do Von Daniken sobre a origem extraterrestre da cultura humana e astronautas do passado. Devidamente weird, claro.

“I’m Sellin’ Folks A Dream”: Alan Moore and Bill Sienkiewicz’s ‘Brought To Light’: Uma das bandas desenhadas mais politizadas de sempre, criada por dois gigantes dos comics.

O Enigma de Nabokov: Nabokov como um estilista, mais preocupado com a beleza estrutural do que com a psicologia humana. Ajuda a explicar uma obra como Lolita, onde o horror da pedofilia é revisto como uma história de amor obsessivo. Estou a simplificar, claro, é um livro complexo e fascinante, belo na sua escrita. Mas, resumido, é isto: homem de meia idade está fascinado pela sexualidade a despertar de uma adolescente, e aproveita-se de uma tragédia para tornar a sua fantasia em realidade.

Peter Gudynas, ‘Return from the Stars,’ 1981: Do exíguo da cápsula à vastidão sideral.

Histórias da Tecnologia

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*Imaginary health risks from electricity: Podíamos trocar riscos da eletricidade por riscos dos sistemas 5G, e não destoava.

Covid-19: In Taiwan, a workshop to make infrared thermometers: Um projeto simples e fácil para educação, usando a placa Micro:Bit. Acho que vou aproveitar para os meus alunos, agora a aprender programação e robótica à distância.

Jukebox: Um algoritmo de inteligência artificial, sistemas capazes de gerar música automática a partir do estilo de músicos ou estéticas sonoras. Só podia vir da OpenAI.

The First International Hydrogen Supply Chain Is a Big Deal: É o lado descurado nas discussões sobre transição energética. Sem sistemas e infraestruturas globais, sem fluxos de transação que substituam o sistema estabelecido do petróleo, é muito difícil fazer transições energéticas sem ser à escala local.

This Meme Does Not Exist: Gerar memes com inteligência artificial? Provavelmente é apenas um algoritmo de geração de texto aleatório, mas não deixa de ser divertido.

Covid-19 and the workforce: Critical workers, productivity, and the future of AI: É uma das grandes lições da pandemia de Covid-19. A economia precisa de mais sistemas de trabalho remoto e sistemas autónomos, e a inteligência artificial tem um importante papel a desempenhar nesta evolução do trabalho e da economia.

Springer Nature permite descargar gratis más de 400 libros científicos de todas las disciplinas del conocimiento: Alguma pesquisa necessária. Mas a iniciativa é discreta, e excelente. A disponibilidade em acesso livre de ciência pura deveria ser a regra e não a exceção (os livros da Springer recolhem trabalho realizado em universidades, financiado com dinheiros públicos, mas não são baratos, e este padrão é o usual na publicação científica). Mergulhem na lista de livros disponibilizados, de certeza que há algo pertinente para cada um.

La realidad aumentada ante el dilema de las promesas incumplidas: Tal como a realidade virtual, a realidade aumentada parece ser uma daquelas tecnologias de enorme potencial, com grandes investimentos quer de startups, quer da investigação, quer das grandes empresas tecnológicas. Mas continua a ser uma tecnologia de fímbria, usada intensivamente por alguns, mas sem ter aplicações ou sucessos que a normalizem para as massas.

Google Meet, Microsoft Teams, and WebEx are collecting more customer data than they appear to be: O que não é novidade. Afinal, todas estas reuniões e conversas são uma mina preciosa para treino de algoritmos.

Automating Complex 3D Modeling: Aquela sensação que estamos próximos do momento em que modelar em 3D será apenas ditar ao sistema o que se pretende.

Parlez-Vous Screen?: Nas artes, como na educação, os sistemas de videoconferência tornaram-se um elemento essencial para elo de ligação com o público. Mas, tal como na educação, levantam problemas específicos de linguagem, a novidade de replicar online a simples transmissão depressa se desvanece, e fica a questão de procurar formas de tirar partido destas novas linguagens. E, no caso das artes, ainda se coloca a questão de como monetizar estas experiências, garantindo aos artistas um modo de vida.

La búsqueda de máquinas conscientes: de MuZero a LIDA: Um desafio que cruza ciências da computação, neurologia e filosofia. Será possível criar máquinas conscientes? Reparem que os mais complexos sistemas de Inteligência Artificial que temos hoje são essencialmente máquinas de calcular probabilidades com acesso a quantidades tremendas de dados. Não é, realmente, inteligência, e muito menos consciência.

Here’s how Apple, Google will warn you if you’ve been exposed to COVID-19: Claramente, o rastreamento de contactos automatizado como forma de combate à Covid-19 veio para ficar. O Ars Technica mostra o que a Google e a Apple estão a preparar para ficar dentro dos próprio sistemas operativos dos telemóveis. Há cuidado em ser discreto e não alarmista, nota-se.

The Easy Questions That Stump Computers: Essencialmente, os melhores algoritmos estão condenados a ser literais, incapazes de entender senso comum e conceitos subentendidos.

Photograph Like A Pro By Using Only Your iPhone!: O truque para uma boa imagem com telemóveis não reside nos megapixéis (se bem que estes ajudem), mas sim na atenção a pormenores clássicos, como enquadramento e luminosidade.

Every Reflection A Leak: Geoff Manaugh a refletir sobre as intrigantes consequências do uso de algoritmos capazes de reconstruir cenas em 3D a partir de imagens captadas em superfícies reflexivas. Um miúdo com um pacote de batatas fritas pode estar a ajudar a fazer mapeamento 3D de um local seguro…

Work From Home Is Here to Stay: Definitivamente, o teletrabalho veio para ficar. Em parte porque sabemos que se a pandemia global de Covid-19 parece estabilizada, nunca estará realmente controlada até haver medicação ou vacina. Depois, porque a fuga para o lar mostrou que tecnologias e metodologias superficiais que só poucos usavam são, na verdade, úteis. E fica no ar a questão, faz assim tanto sentido em muitos empregos a deslocação para escritórios? Por outro lado, esta transição também levanta questões, especialmente de separação entre trabalho e vida familiar, e necessidade de reforço da distância entre trabalho e tempo livre. Lá porque se está por casa a trabalhar, não quer dizer que se tenha de estar sempre disponível para o trabalho.

Poderemos algum dia viajar mais rápido do que a luz?: O velho sonho de ir às estrelas, mas sem os limites relativisticos. Será que lá chegaremos? Bem, pelo menos, estuda-se a questão.

The office of the future?: Dicas muito boas para gerir, e sobreviver, ao teletrabalho e teleaulas.

Visualizing the world beyond the frame: Experiências que tentam treinar algoritmos GAN para interpretar e recriar imagens, tentando aproximar-se à sensibilidade estética humana. De certa forma, dotar estes algoritmos de algo que se aproxime da imaginação.

Lego Spike Prime and motorizing an X-Wing Fighter : Acho que vou dar férias aos meus alunos até ao final do ano. O meu email vai sofrer bugs bizarros, não vou receber mensagens nas próximas semanas. Ah, e o meu telemóvel levou uma dentada da Alice, não consigo receber chamadas. Tenho imensa pena, mas isso vai causar dificuldades nas aulas, gestão do moodle, resolução de problemas na escola, ajuda aos sarilhos digitais dos colegas. Enfim, azares… recebi um kit Lego Spike como prémio por ter sido um outstanding leading teacher na EU Codeweek 2019, e só me apetece começar a montar robots com aquilo. Um prémio no qual o Bit2Geek também esteve envolvido, com artigos sobre programação, robótica, 3D e pensamento computacional na educação. Agora, acho que mereço ir brincar.

La colección de recortables retro de Rocky Bergen para tiempos de confinamiento (o cualquier otro momento): Fãs de retrocomputação e com tempo livre (bem como uma impressora a cores aí por casa)? Então deliciem-se a montar estes pepakuras de antigos ícones da alta tecnologia.

Study finds stronger links between automation and inequality: Não há aqui muita novidade, se a única lógica por detrás da implementação de sistemas de automação é reduzir custos, bem, os custos a reduzir são a mão de obra humana. Mas o artigo sublinha um pormenor interessante, a que chamam de so so automation. Aqueles sistemas, tipo caixas automáticas de supermercado, que na verdade são uma falsa automação. Retiram um trabalhador, mas externalizam o trabalho para o próprio cliente.

The System That Actually Worked: Quando a pandemia normalizar e se analisar os seus impactos, algo vai ser notório: o efeito Internet, o termos acesso a uma infraestrutura de comunicação global que permitiu que as empresas passassem a trabalho remoto, as escolas a ensino remoto, e a todos nós interligação e entretenimento no isolamento.

When Schools Reopen, Don’t Ditch Online Learning: Se este texto se aplica ao contexto do ensino superior, onde b-learning já é rotineiro, suspeito que a maioria dos professores que agora estão a comunicar e trabalhar com os seus alunos usando plataformas e ferramentas digitais não queiram, uma vez passada a emergência, regressar aos sistemas e métodos tradicionais. Note-se que isto não é uma apologia do ensino remoto generalizado a crianças, mas todos os professores correntemente engajados nisto (e que tenham dois dedos de testa), já perceberam que o potencial das ferramentas digitais no extender da aula é enorme. Por exemplo, os testes que tantos gostam de fazer, será que depois de perceberem o poder dos formulários, os professores vão querer regressar ao papel? Ou as plataformas de e-learning, excelentes como centro de recursos complementares para os alunos, bem como repositório do trabalho dos alunos? Não é nada de novo, e aqueles de nós que estão a trabalhar com tecnologia na educação há vários anos já sabiam disto. A ironia? Muito evangelizámos, muita formação dada, muito workshop… mas foi precisa uma situação de crise extrema para os professores sentirem a necessidade de usar estas ferramentas. Mas não sigam o exemplo das fotos que ilustram o artigo. Ficar sentados a dar zoomaulas, perorando frente a um ecrã é replicar no digital o pior do ensino presencial.

Sistemas da Modernidade

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Mitsubishi F-2 “Viper Zero”: Japan’s Fighter Derived From The F-16: Não é bem um F-16, e poderia ser um caça totalmente concebido no Japão pela sua indústria aeronáutica, senão por pressões americanas. Um caso algo similar ao AIDC F-CK-1 Ching-kuo ds Taiwan, embora esta aeronave seja menos similar ao F-16 do que o F-2.

The Great Antarctic Escape: Como resgatar cientistas espanhóis das bases na Antártida, nos dias de pandemia em que as fronteiras se estavam a fechar e os voos internacionais suspensos? Uma história que envolve um navio científico espanhol, vários portos na América do Sul e sorte no Uruguai. Passar a epidemia na Antártida não era opção para estes cientistas, uma vez que as suas bases foram concebidas para o Verão antártico.

“A sterile and decontextualised narrative”: Grossi & Pianezzi (2017), Smart cities: Utopia or neoliberal ideology?: Essencialmente, a visão da cidade inteligente como uma estratégia de marketing, pensada não em função das necessidades das pessoas mas sim dos conceitos das empresas que desenvolvem tecnologias e aplicações.

The rise in home videoconferencing lets us browse more people’s bookshelves: E nós por cá temos nomes para isso: game of estantes, ou estantes challenge. Se bem que nos media portugueses, a maioria dos participantes incautos nisto nem vale a pena ser ouvido, quanto mais saber o que andaram a ler. Nalguns casos, nota-se que aqueles livros são essencialmente decoração. Exceção para o Nuno Rogeiro, que não só vale a pena ouvir, como tem as estantes cheias de títulos interessantes. E é imbatível no desafio.

What if Covid-19 isn’t our biggest threat?: Os desafios de pensar no impensável, nas ameaças existenciais à espécie humana. Apesar dos estragos que está a provocar, a Covid-19 não se aproxima realmente de uma verdadeira ameaça que poderá derrocar o sistema global e provavelmente causar a extinção da civilização humana.

We Are All Living the Same Moment: Uma hora, um tema, um momento global. O desafio lançado aos fotógrafos foi o de capturar o céu à uma hora da tarde, hora de Nova Iorque. Claro que ao nível planetário, esta hora tanto foi noite como dia, amanhecer ou entardecer. Os resultados são tocantes, especialmente pelo sentimento de comunidade.

Viking Canadair 515: el «botijo» apagaincendios llega al siglo XXI: A mais icónica aeronave de combate a incêndios, o venerável Canadair, vai ser atualizado. Mas continua com aquele aspeto único (e que bombeiros devem considerar angélico, quando intervém em combate a incêndios).

Japan Is Creating Protocols for Dealing with UFOs: Com tanta cultura popular japonesa sobre mechas, kaijus e invasões alienígenas, até surpreende saber que só agora estão a criar protocolos de interacção com objetos voadores não identificados. Isto vem na sequência daqueles curiosos vídeos que a marinha americana libertou, onde caças F/A-18 em patrulha se cruzam com objetos com bizarras características de voo.

The Zoom Era Inspires a ‘Bookshelf Championship’ in Portugal: O Atlas Obscura (que suspeito fortemente ter uma contribuidora portuguesa) descobriu o nosso desafio das estantes.

Woke Gone Wild: Quando a procura da liberdade se torna ela própria um grilhão. Quando se fala nos excessos do politicamente correcto, muitas vezes são pessoas incapazes de reconhecer a simples boa educação que se revoltam pela óbvia necessidade de se ser civilizado no discurso (é um pouco como a falsa ideia da ideologia de género). No entanto, também há excessos quando a vontade de ser justo e inclusivo atropela liberdades, e inclusive recusa o debate.

Video Released by The Hellenic Air Force Shows Turkish F-16 “Engaged” by Greek Mirage 2000 Over Aegean Sea: Dogfight sobre o Egeu. Não é um TopGun helénico, apenas um recordar de velhas rivalidades regionais. A ironia do vídeo é que o piloto turco ou é descuidado ou inexperiente, os sistemas do Mirage poderiam tê-lo abatido em vários momentos.

The Intellectual Contradictions In Thinking Post-Pandemic: O que uma simples forma de quase-vida microscópica faz. Coloca em cheque sistemas ideológicos inteiros.

Carta aberta aos educadores e professores: É talvez a leitura mais lúcida sobre a falta de lucidez pedagógica destes tempos. E eu, professor geek techie, percebo exatamente isto, precisamente por ser techie e saber que um mundo reduzido a isso é.. redutor: “A perda do olhar e o icebergue do silêncio. Neste tempo de distância perdemos o olhar de alunos e professores. Esta é uma das perdas maiores. Podendo embora interagir, o olhar digital não tem nada a ver com o olhar humano próximo e sensível. É um olhar cibernético e frio incapaz de perceber as vibrações da alma dos alunos”. Muito se fala, diz escreve e aconselha sobre o ensino online de emergência, e o que vejo é aterrador: a patetice das aulas prelecção via sistemas de vídeoconferência, a sobrecarga de trabalhos e tarefas sobre os alunos, o fosso digital entre os que têm computador e Internet rápida e os que nem de um smartphone dispõem, o afã dos meus colegas em recolher evidências para avaliar esquecendo-se que as mais elementares condições de igualdade não estão asseguradas (ou seja, avaliar agora de formas que não sejam formativas – de reforço emocional e aconselhamento aos alunos é de uma profunda injustiça), a cegueira das tarefas dadas aos alunos (abomino essa palavra, os meus recebem desafios).

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