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Esta semana, os destaques das Capturas vão para o cartaz do Fórum Fantástico, que esperemos não vir a ser mais uma vítima da Covid-19 nos eventos, e uma antologia de Ficção Científica editada por astrobiólogos sobre alienígenas. Na Tecnologia, fala-se de sharenting, proteção de dados pessoais nos tempos covid, e do fim do blog de Bruce Sterling. Os traços de modernidade trazem uma leitura imperdível sobre a batalha de Arnhem, a visão de armas nucleares como improváveis antiguidades, e os efeitos nefastos da pressão social e moral sobre as pessoas nos dias de pandemia.

Mundos da Ficção Científica

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Cartaz Fórum Fantástico 2020: Será que irá acontecer? É a grande dúvida. A pandemia arrasou o panorama cultural, tudo o que era eventos e festivais foi cancelado. Efeito devastador na economia cultural, mas também no gosto pela fruição (se bem que aqui devo ter de agradecer ao vírus por me permitir salvar a face, sempre afirmei a pés juntos que nunca poria os pés no rock in rio – aquele conceito de rockalhada familiar é demasiado supermercado mesmo para os meus instintos rebeldes suavizados pela idade, mas, num arremedo nostálgico por uma banda que não apreciava nos seus tempos, arranjei bilhete para os A-ha). Se os festivais de Verão são o lado mais mediático dos cancelamentos, a minha agenda chora a perda da E-tech Portugal 2020, da 3D Printing Expo, de inúmeros eventos para os meus alunos de programação e robótica, e em especial do Festival Contacto. Planeava vir desse ajoujado com as novidades literárias da Divergência, Imaginauta e outras editoras e autores que mantêm viva a chama da Ficção Fantástica em Portugal. E se há evento que simboliza a persistência e resiliência dessa chama é o Fórum Fantástico, que todos os anos reúne todas as vertentes artísticas e muitos dos seus criadores em Telheiras. Será que este ano os velhos do Califa (throwback ao elogio lendário do Filipe Melo ao FF2018… ou 2017?) se voltam a reunir na BMOR? Bem, pelo menos, tenta-se. E se acontecer (dedos cruzados), será um caloroso reencontro de criadores, fãs, e amigos que partilham o amor pelo Fantástico.

Primeiro estranha-se…: Uma antologia gratuita, lançada pelo Instituto Europeu de Astrobiologia em e-book, com premissa muito interessante. Strangest of All olha para diversos contos clássicos sobre vida alienígena, cruzando com ensaios que discutem os seus temas.

Jack Wright And His Electric Sea Ghost: Pulp centenário, aventuras que empolgavam os nossos bisavós.

Pepper e Carrot – Volume 1: Chegou esta nota de imprensa, sobre uma nova edição de banda desenhada de temática fantástica: “Pepper e Carrot conta as histórias de uma jovem bruxa, a Pepper, e do seu gato Carrot. Em Hereva, um mundo de fantasia, com poções mágicas e criaturas fantásticas, onde vivem várias aventuras. Uma série de banda desenhada do artista francês David Revoy pelo selo editorial FA em edição de autor, uma chancela de Flávio C. Almeida que edita a publicação“. Mais do que a nota, vieram algumas imagens da edição, e o estilo gráfico parece ser muito bom.

Science fiction builds mental resiliency in young readers: Abrir a imaginação, pensar futuros e passados diferentes. Acompanhar histórias de aprendizagem e afirmação do ser, esse enredo clássico da ficção YA.

A guide to Japanese cyberpunk cinema with three of its visionary directors: Confesso desconhecer a maior parte destes filmes, excepto os incríveis Tetsuo, e isso é falha grave. O cyberpunk japonês era weird, visceral e sem contemplações, verdadeiramente punk.

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Franco Storchi, from the 1979 art collection Space Wars: Worlds…: Aquele lado infantil da FC, mas divertido.

The First 6 Pages of Grant Morrison and Steve Yeowell’s Zoids: Às vezes acerta-se, na maioria das vezes não. Os Zoids foram Transformers wannabe que não tiveram o sucesso esperado. O que chegaram a ter foi uma série de banda desenhada, escrita por nem menos que Grant Morrison.

Uncredited 1968 cover art for The Wooden Star, by William Tenn: Uma capa destas dá vontade de ler o livro.

Doesn’t Everyone Reread Their Favorite Books All the Time?: Reler os livros que nos tocam como uma forma de solidificar quem somos. Tentador, mas se o tempo é escasso, as releituras ficam necessariamente de parte, em favor de novas obras.

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Peter Elson: Ficção científica old school.

1976 cover art by Stanislaw Fernandes for Stanislaw Lem’s The…: Isolado por detrás da cortina de ferro, este escritor polaco idealizou aquilo que pensava que seria a ficção científica fora dos grilhões da censura soviética. E escreveu à altura. Quando descobriu o seu lado mais comercial, ficou algo desiludido.

Surprise : Métal Hurlant revient en 2021: A revista clássica de banda desenhada de ficção científica francesa vai regressar ao público. Será que o nível de qualidade e radicalismo temático e estético terão continuidade, ou será mas uma aposta no mercado de nostalgia?

Photo: Estas capas. Depois instalava-se o jogo e afinal as naves eram quatro pixels.

How Jodorowsky’s Dune Speaks to the Now (Beyond the Upcoming Film): A versão nunca realizada de Dune estará sempre a pairar sobre as adaptações deste clássico da Ficção Científica. Sou fã assumido da visão de Lynch, que se afasta do estilo space opera/intrigas palacianas da obra original em direcção a um misticismo orientalista (e, por se atrever a isso, criando um dos mais geniais e mal amados filmes do género). E estou curioso com a visão de Villeneuve, realizador que tem um sentido estético tremendo.

Histórias da Tecnologia

Funny Social Media Fails From The World’s Failures: Destaco isto porque, como professor, não me é indiferente a discussão sobre exposição excessiva da imagem das crianças na Internet e os riscos de segurança que lhe estão associados. Trabalho numa das raras escolas portuguesas onde em ensino remoto de emergência no contexto covid-19 não há aulas por videoconferência. Uma decisão tomada de forma muito consciente, pensando na impossibilidade de assegurar a completa segurança da imagem dos menores usando estes sistemas (neste artigo no Bit2Geek explicamos como é que os riscos de segurança, por minimizados que sejam, nunca são nulos). Destaco isto porque a primeira piada destes fails é exatamente uma criança de oito anos a refilar com os pais porque partilharam fotos dela na Internet. Parece pateta? Curiosamente, a inocência desta criança está em linha com o seu estatuto no RGPD e os normativos CNPD. É de recordar que há sentenças em tribunal que condenam os pais por exposição excessiva dos seus filhos menores em redes sociais. Como tudo na vida, isto resume-se a bom senso.

Artigo de Opinião: Tito de Morais tem sido, ao longo destes anos, uma das vozes mais úteis, coerentes e sensíveis à problemática da segurança das crianças na Internet. Admiro especialmente a sua postura, não uma de catastrofismos e proibições, sublinhando perigos, mas a de encorajamento a falar e esclarecer sobre estes assuntos de forma aberta. Neste artigo, fala-nos sobre o sharenting, a prática de partilha excessiva da imagem das crianças por parte dos pais, cruzando-a com riscos de segurança, mas essencialmente falando na datificação infantil. Na economia digital, a agregação de dados pessoais é o novo petróleo, e muitos dos pais babados que partilham a foto banal dos seus meninos queridos estão na prática s oferecer dados de bandeja para perfilagem.

The pandemic is emptying call centers. AI chatbots are swooping in: Não há grande surpresa aqui. Trabalhos automatizáveis sê-lo-ão, e o impacto económico de uma pandemia que está longe de estar terminada é um incentivo extra à automação de sectores económicos.

Intelsat Declares Bankruptcy Three Months After Helping Broadcast Super Bowl LIV: Sublinhando que os negócios do espaço são sempre arriscados, a venerável Intelsat está em risco de falência, apesar de ter lucros futuros previstos. Aparentemente, é efeito secundário da pandemia de. Covid-19.

Estas palabras no existen: Usos inteligentes de Inteligência Artificial. Um algoritmo criador de palavras inexistentes.

Don’t Regulate Artificial Intelligence: Starve It: A automação e inteligência artificial ameaçam empregos? Sim, mas isso não é uma inerência tecnológica, é uma escolha social e política.

Linux not Windows: Why Munich is shifting back from Microsoft to open source – again: Pipocas. A cidade de Munique foi durante anos um foco de resistência do software livre institucional face às pressões de interesses económicos, que recentemente pareceram ganhar o braço de ferro. Só que não. Os planos de migrar os serviços públicos de Linux para Windows vão ser revertidos por um novo conselho municipal. É de notar que o abandono do Linux se deveu a pressões da Microsoft, mas esta guerra está longe de estar resolvida. E, no seu cerne, uma daquelas perguntas que ninguém faz. Na gestão responsável de dinheiros públicos, faz mais sentido apostar em tecnologias abertas ou no engordar das finanças dos detentores de software proprietário? Por cá, essa questão nem existe. É microserfing all the way. Até conseguiram impingir o seu clone manhoso do Slack/Disdord com ferramenta pensada para e-learning aos professores portugueses apanhados no contexto do ensino remoto de emergência.

Soy fotógrafo profesional y cada vez dejo más la réflex en casa para salir a fotografiar sólo con móvil: Não leiam isto como um elogio às capacidades técnicas dos telemóveis. A questão não está aí, está no próprio ato de fotografar, o que se pretende quando se clica no obturador. É a esse impulso criativo que está subjacente a tecnologia. Não surpreende que fotógrafos tenham começado a explorar o potencial estético das lentes dos telemóveis, que são limitadas face ao material fotográfico tradicional. Mas essas próprias limitações também são um desafio estético.

The state of the Kenzan method of scaffold-free 3D bioprinting in 2020: Por detrás deste nome criptico, está uma técnica cada vez mais firme de bioimpressão 3D, capaz de imprimir tecidos vivos sem recurso a estruturas de apoio.

Desaconselhada a utilização da app “Info Praia”: Isto é só empecilhos. Primeiro é a Comissão Nacional de Protecção de Dados a emitir pareceres contra videoconferências com crianças, ou avisando que a medição de temperatura indiscriminada pelas empresas é uma violação da privacidade dos trabalhadores. Agora é a D3 a ter a lata de questionar porque é que as definições de acesso aos dados da App que vai deixar os portugueses ir à praia não só ultrapassam em muito o que seria aparentemente necessário, como é opaca quanto aos dados que recolhe e remete para informações que andam longe de ser uma política de privacidade e recolha de dados pessoais. Temos de ter cuidado com estas vozes dissonantes e não lhes dar rédea solta, senão ainda corremos o risco de vir a  ter uma democracia que respeite as liberdades e direitos digitais dos cidadãos. Bem, para ser justo, os problemas da aplicação talvez sejam devidos a desenvolvimento apressado. Já no caso das recomendações da CNPD, é de notar que o ministério do trabalho criou normas para que as empresas meçam a temperatura dos seus funcionários, respeitando privacidade. Já no caso do ministério da educação, continuam a agir como se tal coisa da privacidade e protecção de dados dados das crianças não existisse. Com sorte, se houver casos de cyberbullying saídos de teleaulas, até podem sempre apontar o dedo aos professores que pressionam para usar estes sistemas.

The Prophecies of Q: Uma história muito detalhada do fenómeno QAnon, essa mistura de bizarria, recantos obscuros da Internet, estupidez pura, teorias da conspiração, trumpismo e economia digital. Parte teoria da conspiração, parte visão apocalíptica, tudo somado dá um forte ataque à razão e lógica, ressoando nas câmaras de eco digitais, estilhaçado para muitos a ideia de uma realidade consensual: “The power of the internet was understood early on, but the full nature of that power—its ability to shatter any semblance of shared reality, undermining civil society and democratic governance in the process—was not”. Com a Internet, as franjas minoritárias não só alastraram, como fazem ruído suficiente para que os media tradicionais lhes dêem espaço, e com isso reforçam o seu crescimento.

NASA’s Artemis Accords lay out some rules for joint space exploration: Ir ao espaço requer colaboração, mas serão estas regras pouco mais do que wishful thinking quando os interesses comerciais privados se estão a afirmar na exploração espacial?

The real threat of fake voices in a time of crisis: Bots e algoritmos tipo GPT são ferramentas com um potencial tremendo para abuso. A Inteligência Artificial permite automatizar o discurso fake, e envenenar as discussões online. O seu perigo como arma de desinformação é bem conhecido, e torna-se ainda mais agudo no isolamento social da pandemia.

Farewell to Beyond the Beyond: É, deveras, o fim de uma era. Este blogue coexistiu com o nascer da Wired, com a cultura de utopia tecnológica dos tempos em que a Internet começava a mudar o mundo. Bruce Sterling não se afastou, mantém a sua acutilância e capacidade de análise do estranho e fundamentalmente novo, do que ainda está um pouquinho além do horizonte, mas a aproximar-se depressa. Neste post de despedida, Sterling reflete sobre a forma como a tecno-utopia se normalizou, amadureceu, tornando o seu blogue uma curiosa relíquia, talvez uma recordação dos tempos em que a Wired ditava a tendência cultural, em vez de ser mais uma revista que cruza tecnologia com economia.

Researchers Invent Technology to Remedy 3D Printing’s ‘Weak Spot’: A coesão vertical é, de facto, um dos pontos fracos da impressão 3D, consequência da impressão por camadas. Esta nova técnica dá passos para melhorar isso.

Tech Could Be Used to Track Employees—in the Name of Health: O intensificar da vigilância sobre trabalhadores, tendo a muito legítima razão do combate à pandemia. No entanto, naquele espírito de uma Wired há muito esvaziada de conteúdo crítico, o artigo foca-se nalguns produtos, e não nas tremendas implicações da normalização no uso de tecnologias de vigilância a nível laboral e social. Como, por exemplo, perguntar se estas medidas são temporárias, ou se eternizaram mesmo depois da covid-19 estar controlada.

U.S. Air Force and GE collaborate to 3D print sump cover for F110 jet engine: Um curioso uso de tecnologias de manufatura aditiva para reduzir custos de manutenção. A peça em questão faz parte dos motores dos caças F-16 e F/A-18, e já não é rentável ser manufacturada.

Can we escape from information overload?: Sentimos que estamos sobrecarregados de informação, constantemente bombardeados por uma pandemia de estímulos informacionais. Mas esta tem sido uma sensação comum à evolução cultural. Já Erasmus se queixava disso, e a carga informacional deste sábio clássico não deveria ser um décimo da que sentimos como avassaladora sobre os nossos sentidos.

A pizzeria owner made money buying his own $24 pizzas from DoorDash for $16: Uma história divertida que mostra como um dono de restaurantes essencialmente deu a volta a um esquema fraudulento de uma empresa de entregas. Esta listava no seu site as pizzas do restaurante a um preço superior ao da loja, e o dono começou a encomendar as pizzas a si próprio. Sublinha a complacência e irresponsabilidade de algum capital de risco, mais interessado em crescimento exponencial a qualquer custo do que real sustentabilidade empresarial.

Watch a Boston Dynamics robot herd sheep in New Zealand: Adicionar cão-pastor à lista de empregos ameaçados pela robótica.

Modernidade nos tempos de Pandemia

William Burroughs: Time (1965): O escritor surrealista americano, adepto de vidas no fio da navalha e do cut up como técnica literária, criou uma falsa edição da revista TIME. Um artefacto de uma cultura de radicalismo underground.

A Biblical Mystery at Oxford: Afirmações sobre a descoberta de uma escritura bíblica original são a faísca que revela um curioso mundo de corrupção, interesses obscuros, soturnos académicos gone wild, evangélicos milionários obcecados por artefactos bíblicos, e tráfico de bens culturais. Mais mirabolante do que os enredos de Indiana Jones.

The Countries Taking Advantage of Antarctica During the Pandemic: E qual é a importância do literal fim do mundo? Recursos económicos, direitos de pesqueiro, a provável extracção de recursos naturais e minerais. A Antártida teoricamente não é território de nenhuma nação, mas a presença dos países que lá têm bases científicas é um bom ponto de partida para reivindicar futuros direitos económicos e territoriais. E nos tempos de pandemia, com as potências tradicionais distraídas, as emergentes aproveitam-se.

Maybe it’s time to retire the idea of “going viral”: Viral tem sido uma excelente metáfora para a expansão rápida de ideias nos meios culturais. Mas, a viver uma verdadeira pandemia viral, sente-se que há um certo mau gosto em usar uma metáfora relativa a algo que está a custar-nos vidas, e a abalar a sociedade global. A título pessoal, senti isso aqui à dias, numa aula virtual aos meus alunos de quinto ano. Estava a falar-lhes de virus, os informáticos, não os biológicos, e comecei a sentir uma estranha relutância em pronunciar palavras como vírus ou viral, mesmo sendo esse um dos temas da sessão. Porquê? Esta pandemia que vivemos também deixa as suas marcas morais.

The Pandemic’s Geopolitical Aftershocks Are Coming: Não é um futuro próximo risonho. Combater a pandemia, recuperar os danos económicos, e lidar com o alastrar da pandemia noutras paragens, que poderá criar uma nova crise de refugiados às portas da Europa que fará as anteriores empalidecer. Tempos desafiantes para a coesão europeia.

Botch on the Rhine: Ter um historiador do calibre de Max Hastings a comentar um livro de Anthony Beevor dá nisto. Um magnífico texto sobre um dos piores falhanços aliados na II guerra, a operação Market Garden para controlar pontes sobre o Reno em Arnhem.

For young people, emotions are highly contagious social viruses: E também para os menos jovens. Pode parecer estranho pensar as emoções como algo contagiante, mas na verdade todos sentimos o espírito do momento e contexto em que nos encontramos num dado momento, e a forma como isso nos afeta. Uma pandemia positiva, de certa forma.

Map of Pangaea with Modern-Day Borders: portanto, Portugal faria fronteira com a ilha de Labrador na Terra Nova, e com a Gronelândia.

The Secret Lives of Perfect Social Distancers: Compreendo bem este sentimento. O reforço social do isolamento está a ser tão forte que atos elementares, e feitos tomando medidas de precaução, parecem ser transgressão grave. Este artigo fala-nos de pessoas que mantêm algumas atividades fora das redes sociais, porque se partilharem algo tão simples como uma foto no exterior sabem que serão censurados publicamente. Sinto isto, pessoalmente. Ao longo desta pandemia nunca estive, realmente, confinado. Tenho uma cadela e isso obriga-me a sair pelo menos duas vezes ao dia, em passeios longos por zonas isoladas. Onde consigo tirar excelentes fotos que não partilho porque sei que será mal interpretado. E, nos tempos mais duros, sentia vergonha por sair à rua em longos passeios (por caminhos rurais, só para verem a dificuldade de interação social). O isolamento social tem sido fundamental para combater a covid-19, mas esta pandemia não é um miasma púrpura, e estar isolado não significa estar confinado dentro de quatro paredes. Arrepia, sentir esta necessidade de auto-censura. Os danos sociais da pandemia vão muito além da economia, estão a corroer um pilar da ideia de liberdade pessoal.

Underground Cathedrals of Radiation and Zones of Irreversible Strain: O inimitável Geoff Manaugh fala-nos dos vestígios geológicos artificiais dos testes a armas nucleares. E termina com esta incrível tirada: “Could future archaeologists deduce the existence of nuclear weapons from such a landscape? And, if so, would such a suggestion—ancient weapons modeled on the physics of stars—sound rational or vaguely insane?

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.