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A meteorologia prevê canículas, até mesmo para a zona oeste. Por isso, porque não relaxar à sombra com as nossas propostas de leitura e uma bebida fresca? Esta semana, destacamos as iconografias de Sergio Toppi, Suehiro Maruo e Scarfolk Council, bem como uma reflexão sobre a necessidade de ser blogger. Na tecnologia, discute-se se a escola cabe no telemóvel, sobre uma aeronave opcionalmente tripulada testada nos céus galegos, e da importância da robótica para a recuperação da economia portuguesa. Ainda se fala das tecnologias da guerra civil americana e da péssima ideia que é encarar a exploração marciana como uma alternativa à Terra. Mas muitas outras leituras vos esperam nas Capturas da semana. Talvez seja boa ideia ir buscar outra bebida refrescante?

Mundos da Ficção Científica e Cultura Pop

Some of Robert McCall’s beautiful concept paintings for Star Trek: Entre a mestria e o fandom trekkie, como não apreciar?

I tarocchi di Sergio Toppi: Foi um genial desenhador italiano, dono de um estilo gráfico muito pessoal, entre o expressionismo e o abstrato. Sharaz-de, uma reinvenção das Mil e Uma Noites, é das suas obras mais marcantes, quer pela narrativa quer pelo caráter pétreo do seu traço. Podem ficar a conhecer como era o seu estilo, através deste Tarot que desenhou em 1989.

Suehiro Maruo’s “Ero Guro” (NSFW): Não cliquem neste link se forem sensíveis. O Ero Guro é um estilo de mangá que se caracteriza por ser particularmente depravado, um espelho do mais negro da alma japonesa. É feito de imagética e narrativas chocantes, que se comprazem numa estética da decadência. Não sei qual a melhor comparação europeia, apesar de Ero vir mesmo do que estão a imaginar, a sexualização não é o mais fundamental deste estilo. Talvez o grand guignol ou os romantismos decadentes? Bem, adiante. Há mangakás especializados neste estilo, e pessoalmente destaco o trabalho de Hideshi Hino e Suehiro Maruo. O primeiro é fortemente escatológico. Maruo tem um traço clássico muito elegante, desconcertante quando aplicado a este estilo, e tem a peculiaridade rara num japonês de ser católico, o que adiciona sentimentos de culpa moralista a um estilo já de si bastante culposo. Se forem capazes de aguentar com imagens perturbadoras, vale a pena descobrir o trabalho deste singular ilustrador nipónico.

Watchmen’s Rorschach Lives in a New DC Black Label Series from Tom King and Jorge Fornés: Não sei se isto são boas notícias, apesar do argumentista ser dos melhores autores de comics contemporâneos. Não sou daqueles puristas dos comics que acham as personagens sacrossantas e intocáveis, mas há personagens que estão tão ligadas ao espírito dos seus criadores que a sua continuação às mãos de outros soa sempre como mero aproveitamento financeiro (por exemplo, as correntes recuperações de Corto Maltese ou Blake and Mortimer, após o desaparecimento dos seus criadores originais). Watchmen, para mim, cai dentro desta categoria. Deveria ter sido um epifenómeno, uma reinterpretação de personagens clássicos da Charlton Comics que faziam parte da propriedade intelectual detida pela DC, mas tornou-se tão influente e marcante que a DC não perdeu tempo em capitalizar a série. Esta é mais uma iteração, e se pessoalmente apreciei Before Watchmen e Doomsday Clock (uma tentativa de cruzar os universos ficcionais de Watchmen com a continuidade da DC), sinto que o aproveitamento do trabalho de Moore é excessivo, e dilui o brilhantismo da obra original. Leis da economia.

Porque é que eu faço isto?: É a pergunta que todos os bloggers se fazem, de tempos a tempos, seguido de um “vale mesmo a pena fazer isto”? As notas do Jorge Candeias são essencialmente as minhas. Bem como a conclusão de que não somos sucessos retumbantes, nem isso interessa, fazemos o que fazemos porque temos esse impulso, e por tropelias que aconteçam (*cof *cof o novo interface do blogger *cof *cof), projetos que surjam ou altos e baixos da nossa vida, teremos sempre aquele impulso de vir à plataforma de publicação partilhar os nossos pensamentos com o mundo. Mesmo que o mundo se esteja nas reais tintas.

Raygun with Sound Effects V2: Estou sempre a queixar-me que o século XXI só trouxe crises económicas e pandemias, nada de cidades na lua, rocketships e rayguns (sim, tenho uma queda para o Gernsback Continuum). Bem, mas quanto à raygun, suspeito que ir à feira da ladra para encontrar um berbequim velho era capaz de ajudar. E depois seguir os passos deste tutorial.

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Polly Wants A Killer: Parte do fascínio com estas capas é a estética curiosamente clássica, com um sentido de composição quase renascentista.

*Now THAT is a “science fiction fanzine.”: O que seria da FC sem fanzines? O que hoje são fóruns de discussão e grupos de redes sociais, mas que se esforçam por publicar em papel, com o seu espírito de partilha e discussão, sempre caracterizou o fandom de FC.

Sun Ra: ‘I’m Everything and Nothing’: Um músico de jazz muito peculiar, que se dizia contactado por extraterrestres e se dizia vindo de Saturno. A sua música é também profundamente alienígena.

Back To The Soviet Future: Por aqui, o futurismo soviético é uma fonte incessante de fascínio, em grande parte pela sua iconografia, mas também pela profunda incongruência de utopia progressista nascida numa realidade de economia e política opressiva.

Act Of God: Atenção atenção, a estação está a ser atacada no espaço!

Closer Than We Think: un documental sobre el arte del ilustrador futurista Arthur Radebaugh: Há imagens muito icónicas sobre retrofuturismo. Normalmente discutidas sem qualquer preocupação sobre quem as criou originalmente, muito menos sobre o seu contexto. Vêm a mente as ilustrações muito partilhadas de Jean-Marc Coté para En L’An 2000, que era uma série humorística – ou seja, o que hoje partilhamos como visão do futuro era, na verdade, uma piada. As de Arthur Radebaugh também são bastante conhecidas, embora raramente creditadas, e estas sim, foram criadas como verdadeiros conceitos de como seria o futuro, pensado nos pressupostos da américa dos anos 50.

Komic-Kazi: Se são fãs da estética pulp/exploitation/horror das capas de revistas antigas, com imagens lúridas ou chocantes pensadas para despertar a atenção, curiosidade, e imaginação dos eventuais leitores, não percam esta coleção de capas de revistas brasileiras. Não são todas criadas por brasileiros, a maior parte é republicação de material italiano, entre material da Warren, ou as histórias italianas exploitaiton de terror erótico com vampiros, que diga-se, o melhor delas é mesmo as capas. Vá, estamos na era da grande biblioteca digital, pesquisem por exemplo por Sukia + cbr, e…bem, as capas de Emannuel Tagliatelli são fabulosas. O interior, nem por isso.

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Enterprise: Confesso que pensei noutra nave…

Informational Posters and Books from a Fictional 1970s British Town: A Juxstapoz descobre Scarfolk Council, um brilhante projeto de humor negro e distopia que imagina uma muito distópica vila britânica, revelada através de capas de livros e cartazes de comunicação de supostos serviços públicos. Uma apropriação brilhante das iconográficas do horror e totalitarismo.

The Books Briefing: How to Read a Classic Today: Por vezes, torna-se cansativo ser progressista. Especialmente quando se pega num artigo sobre leitura de clássicos e se leva com o cansativo discurso sobre a misoginia, falta de humanismo ou racismo que caracterizou alguns dos maiores escritores do passado Aquele argumento absurdo de medir o caráter de pessoas que viveram há cem ou mil anos de acordo com os nossos padrões. Felizmente, o artigo não é acéfalo, daqueles que apela ao esquecimento tout court destes livros só porque tem elementos ofensivos. Os grandes livros, os grandes autores, são-no porque as suas palavras ainda ressoam nos nossos dias, mesmo que incomode aqueles que são incapazes de separar ideologia de literatura e manter distanciamento crítico. Sei, por exemplo, que Lovecraft era elitista e racista (e não precisei de SJWs para me “abrirem os olhos”, basta ler um conto como The Street). Mas nem por isso deixo de apreciar a sua prosa desnecessariamente barroca e invocação de horrores antigos.

Five New Books for Fans of Spaceships, Rockets, and Occasional Explosions: Naves espaciais, batalhas, space opera pura? Confesso, também adoro!

Tecnologia e Economia

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Acceptable Risk: É, é mais ou menos isto. Interagir na era Covid é uma imensa árvore de decisões para as interações mais mínimas. Se, então, senão, será que… e pronto, vemo-nos em 2021 (esperando que a pandemia entretanto se extinga, senão… 22 ou 23).

Toda una escuela en un móvil: Foi um dos grandes choques do confinamento. Afinal, o fosso digital existia, e era enorme. A visão bucólica da escola por computador revelou-se impossível. Mesmo com ajuda de escolas e autarquias, muitos alunos não dispunham de computador, e quando o dispunham, há que contar com a necessidade dos pais ou partilha familiar. O telemóvel, como mostra o exemplo desta escola espanhola, pode ser uma solução para este problema. Não é a solução perfeita, mas até se adequa à tendência de uso de dispositivos móveis como meio primordial de computação pelas crianças e jovens.

As pandemic drags on, interest in automation surges: Automatizar, apostando na robótica e automação, é a maior hipótese que podemos dar à economia num contexto de pandemia interminável. Resta saber as implicações sociais numa economia automatizada, com um reduzido número de trabalhadores.

Empowering kids to address Covid-19 through coding: O MIT AppInventor é uma ferramenta poderosa, que aplica a programação visual por blocos ao desenvolvimento de aplicações Android. É muito mais que uma ferramenta educativa, mas neste contexto, é educação pura, o desafiar crianças e jovens a aproveitar o tempo de confinamento para aprender a desenvolver as suas apps móveis.

The Right To Disconnect: É deprimente ver que algo que deveria ser óbvio bom senso, a separação entre tempo laboral e tempo pessoal, tem de ser legislada. A facilidade das comunicações trouxe esse efeito perverso, a capacidade de estarmos sempre disponíveis. Que em si não tem nada de errado, permite flexibilizar o tempo de trabalho. O problema está quando os empregadores, ou colegas, acham natural que estejamos disponíveis em qualquer altura. Com o teletrabalho, esse problema foi agravado, embora este método tenha sido um reforço à economia.

Indra E Gaerum Iniciam Testes Do Maior Drone Construído Em Espanha: Ainda não sei muito sobre este projeto, mas parece  bem interessante. As duas empresas espanholas desenvolveram o Targus, um avião opcionalmente tripulado – tem piloto, mas os sistemas são capazes de assegurar um voo autónomo. Há aqui muitas questões que tenho de ir à caça – que aeronave foi adaptada, que empresas são estas, quais os sistemas. Cereja em cima do bolo: os testes foram desenvolvidos mesmo aqui ao lado, no Aeroporto de Santiago de Compostela.

Robótica vai ser decisiva para reindustrializar Portugal: E qualquer outro país. Valor acrescentado, custos de produção, capacidade técnica, capacitação dos trabalhadores, desempenho de tarefas perigosas. A indústria do século XXI tem na robótica a sua principal ferramenta.

Microsoft spins out 5-year-old Chinese chatbot Xiaoice: A China é um enorme mercado digital, mas a maneira chinesa de governar não facilita a vida aos não-chineses. As marcas globais têm de adaptar fortemente os seus produtos para acederem à economia dos chineses, o que na maior parte implica respeitar as suas leis políticas. Ou então, criar de raiz novos produtos, feitos à medida do mercado chinês. Como esta assistente digital sustentada por inteligência artificial, que parece que se tornou popular como companheira virtual.

Out of office: has the homeworking revolution finally arrived?: Aquilo que se passou décadas a tentar implementar, com minúsculo grau de sucesso, massificou-se num instante devido à Covid na economia. Foi mesmo enfiar um salto tecnológico pela garganta abaixo, sem suavizações. Mas esta transição rápida para o teletrabalho veio mostrar problemas – de acessibilidade, de espaços, e essencialmente de falta de separação entre vida pessoal e profissional.

The cynic’s case for why brands need to double down on the Facebook ad boycott: Confesso que ando chateado com as políticas de moderação de conteúdos da rede social. As suas tentativas de agradar aos críticos geralmente não só não resolvem os problemas de proliferação de discurso do ódio, extremismos e fake news na plataforma, como ainda conseguem ser processos cheios de erros, sem transparência, e sem capacidade de apelo eficaz. Não concordar com a regulação do discurso online é má ideia, já vimos que a liberdade absoluta originou graves problemas de mediatização de extremismos. Por outro lado, os processos de regulação não podem ser mera censura algorítmica, e bloqueio automático de imagens e palavras-chave. Deveria haver procedimentos de arbitragem. Isso é moderação, o que a rede social faz é uma contraditória censura automatizada para proteger a liberdade de expressão. E pouco eficaz, geralmente quem se queima com isto são aqueles que partilham conteúdos inócuos mas identificáveis pelos algoritmos. Recentemente, vi uma das Capturas bloqueada na rede social por… mencionar o coronavírus. Bloqueio automático, sem possibilidade de apelo e explicação que a referência era para um artigo científico e não um disseminar de alarmismos ou falsidades. Mas também sabemos que não é boa ideia partilhar elementos do património artístico em que seios estejam á vista, esse é o bug clássico dos algoritmos. Note-se que esta falta de eficácia é mais por conceção do que problema técnico. A rede social monetiza o interesse, e é mais fácil despertar interesse chocando, do que apelando à razão. Apesar das críticas, e das aparentes boas vontades em lhes responder, o Facebook não tem qualquer interesse em combater tipos de discurso que ajudam a gerar as métricas que lhes fazem ganhar milhões.

Ex-Googler’s Startup Comes Out of Stealth With Beautifully Simple, Clever Robot Design: Um interessante novo conceito de braço robótico, que tem duas grandes vantagens face aos robos clássicos: é leve, ou seja, apropriado para uso caseiro. E custa uma fracção de um robot tradicional, o que traz ganhos de economia.

THE MANY METHODS OF COMMUNICATING WITH SUBMARINES: A evolução das formas de comunicação submarina.

Army robots get driver education for difficult tasks: Ser um robot é essencialmente cumprir ordens, mas este projeto militar é interessante precisamente pela forma como quer adaptar as estratégias hierárquicas de comunicação natural ao uso de robots em contextos militares.

Knowing the “Value” of Our Data Won’t Fix Our Privacy Problems: Podemos colocar um preço nos nossos dados pessoais, mas isso não indica o seu real valor. A agregação de dados, essa mina de ouro sobre o qual a Google e o Facebook, entre outros, se sustentam, tem sido o motor da economia da internet. Mas os dados pessoais de cada indivíduo espelham a sua vida, e não há preço para isso. Especialmente se tivermos em conta o potencial de abusos e usos indevidos.

Leaked Gmail redesign integrates Chat, Meet, and document collaboration in one place: Correio eletrónico. Geralmente o (ou os, para quem tem várias contas) mais constantemente aberto do browser. De tal forma que neste redesign do gmail, vai deixar de ser preciso abrir tantos separadores para trabalhar em projetos que, na prática, partem do email.

Modernidade

Macrobes: Narratives of Post-Anthropocene Milieus: Para descansar um pouco de vírus e pandemias, apreciem um pouco de macróbios – visualizações gigantes do ínfimo.
A reabertura: Como é ter um restaurante em tempos de pandemia? Especialmente se não é uma casa de pasto, mas sim um espaço dedicado à promoção de uma gastronomia pensada, com história e raízes no local? As notas de um chef que está a tentar contrariar as impossibilidades da economia do momento contemporâneo.
Coronavirus: Tough Decisions Ahead [What Think Tanks Are Thinking]: Que mundo nos espera durante e após a pandemia? Estes estudos destacados pelo EPRS ajudam a perceber que caminhos serão trilhados pela economia e sociedade.
The accidental invention of the Illuminati conspiracy: Uma piada, criada por anarquistas hippies, que ganhou raízes e convenceu muita gente. O que é compreensível. As teorias da conspiração são uma forma simples de explicar as complexidades da realidade, e por isso apelativas aos que não são capazes de reflexão profunda.
What it’s like to be a man: A masculinidade, ou melhor, a virilidade, não é tóxica apenas para as mulheres. A visão redutora do que é ser homem apregoada pelos alfas wannabe por detrás dos correntes apelos à masculinidade. Como observa o articulista, se se precisa de ir ver vídeos no Youtube para aprender a ser másculo, algo não bate certo.
The real Rambo who made a last stand on .50 cal, killing 50 men: Mas não sobreviveu. Uma história que recorda a letalidade do conflito no Iraque.
Dustoff Your History Book: The Civil War Produced Some Truly Horrific Weapons: O conflito traumático que definiu os EUA, mas também pelas vantagens dúbias do desenvolvimento tecnológico militar. Metralhadoras, revólveres e o primeiro submarino (mais fatal para os combatentes da marinha confederada que para os inimigos) estão entre as novas armas testadas nos campos de batalha da guerra da secessão. Mas também bizarrias como canhões de duplo cano, ou bombas disfarçadas de blocos de carvão (para sabotar os navios a vapor inimigos).
Don’t Talk About Covid-19’s ‘Waves’—This Isn’t the Spanish Flu: Recordando que a Covid-19 é de facto uma doença nova, e que embora siga padrões de contágio similares a outras doenças infecciosas, é de facto nova e estamos ainda a descobrir tudo sobre ela – da sua periculosidade aos efeitos de longo prazo nos pacientes recuperados, potencial de desenvolvimento de imunidade. E esta visão – a que estamos nos primeiros estádios de uma luta de longa duração, que trará enorme imprevisibilidade às redes globais de comunicações, à economia dos países, aos modos de vida.
Flailing States: Décadas de neoliberalismo selvagem deram nisto. Notamos porque vivemos um momento de crise, mas há muito que os sinais estavam lá. Os países supostamente mais avançados, que definiram o século XX, estão em processos de implosão induzida por políticas incompetentes que definham a economia. Os populismos são a reação das pessoas perante a desagregação contínua, mas estas figuras ainda pioram a situação. Com o risco de arrastar o mundo com eles.
Mars Is a Second-Rate Backup Plan: Entre ser inóspito a estar atreito a asteróides e outras ameaças, Marte claramente não é apropriado a ser uma Terra-B. O que não quer dizer que não se explore ou habite o planeta vermelho. O problema é pensar em Marte como uma alternativa a uma Terra ameaçada pelo aquecimento global e colapso da economia. Se se pensa assim, a premissa da expansão humana pelo espaço falha logo à partida.

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