Chang'e
China's Chang'e 4 lander on the far side of the moon, as seen by the mission's Yutu 2 rover. (Image: © CNSA)
Missões Chang’e: A China continua a revelar-se ambiciosa no que diz respeito ao seu Programa Espacial. Há dias atrás ficámos a saber que o Programa Artemis da NASA (a criação da primeira base lunar a partir de 2024, no pólo sul Aitken), vai ter uma forte concorrência por parte da China. A corrida aos recursos lunares começou!
A missão Chang’e 4 continua a operar no lado oculto da Lua, e vamos sendo presenteados com algumas fotos do rover Yutu 2. Yutu significa Coelho de Jade e é um robô/rover que foi projectado para operar ainda durante a missão Chang’e 3 (mas estreou-se apenas na 4).

O sucesso da Chang’e 4

De facto a Chang’e 4 (a quarta sonda lunar da China), pousou na Lua a 2 de Janeiro de 2019, a 177,6 graus de longitude leste e 45,5 graus ao sul dentro da cratera Von Kármán, de acordo com as informações da Administração Espacial Nacional da China (CNSA). E aqui começa uma “guerra” com os EUA pela exploração da Lua, uma vez que Von Kármán está localizada ainda dentro da bacia do Pólo Sul-Aitken (ou seja, perto do local de eleição para alunagem do Programa Artemis que está a cargo dos EUA).
Foi um êxito, uma vez que pousar no lado oculto recorrendo apenas a dois cubesats de comunicações (os Longjiang) e a um satélite de relay (o Queqiao, nome de uma ponte que ganhou asas no “folclore” chinês, permitindo que Zhi Nu, “a sétima filha da Deusa do Céu”, alcançasse o seu marido), o qual exibiu uma habilidade técnica espantosa.
A missão foi um sucesso e segue-se agora a Chang’e 5, que está atrasada por causa de problemas com o lançador/foguetão Long March V, mas que quando for lançada irá alunar  em Mons Rümker, uma montanha com vista para uma enorme planície lunar basáltica chamada Oceanus Procellarum.
A Chang’e 5 foi pensada para trazer amostras da superfície lunar e que serão as primeiras amostras do nosso satélite natural nas últimas quatro décadas. Esta missão é muito importante uma vez que os cientistas chineses estão ansiosos por obter novo material geológico (que é diferente do material recolhido pelos astronautas da Apollo), e que especificamente diz respeito à zona onde se anseia construir o primeiro outpost lunar (quer do lado dos chineses, quer do lado dos americanos).

Chegam mais missões Chang’e…

Por causa dessa urgência, aparentemente a missão Chang’e 5 está agendada ainda para final deste ano.
Mas há outra missão de retorno de amostra, e que será a Chang’e 6 (a seguinte na lista), que retornando à bacia do Pólo Sul-Aitken, funcionará como um backup da missão Chang’5… Há algumas diferenças contudo: é que a missão Chang’e 5 vai também tentar localizar amostras mais antigas, concretamente da face da Lua que se encontra mais tempo virada para o Sol. Segundo o Escritório de Informação do Conselho de Estado da China (SCIO), esse material poderá proporcionar aos cientistas uma visão incomparável dos primeiros dias do sistema solar.

Espera-se que as missões Chang’e 5 e 6 avancem para a Lua em 2023 e 2024 respectivamente, seguindo imediatamente a missão Chang’e 7 que irá estudar o relevo lunar no local onde a China pretende construir o seu outpost/base lunar. Esta missão será completada por uma outra missão de backup (a Chang’e 8), que vai começar a testar tecnologias-chave para estabelecimento de uma base lunar (como printers 3D baseados em rególito lunar, etc)…

A CASIC apresenta plano comercial para 5 anos

A China Aerospace Science and Industry Corp (CASIC), apresentou um conjunto de medidas comerciais em conferência de imprensa, onde delineou o desenvolvimento de serviços de lançamento, constelações de satélites e um avião espacial reutilizável. Este anúncio decorreu durante o 6º Fórum Aeroespacial Comercial Internacional da China, que foi começou a 19 de Outubro em Wuhan, província de Hubei, no centro da China.

A principal ideia que fica como resumo deste fórum, foi enunciada pelo responsável de tecnologia da CASIC: “Nos próximos cinco anos, a CASIC melhorará a capacidade do sistema aeroespacial comercial, encurtará o tempo de preparação e aumentará a frequência de lançamentos de foguetes comerciais, além de ir conduzir pesquisas adicionais sobre a reutilização de veículos de lançamento para reduzir custos”.

Para que isso aconteça a CASIC pretende duplicar o número de lançamentos dos seus foguetões classe Kuaizhou até 2023 e liderar mundialmente na tecnologia de boosters de propelente sólido até 2025.

Até ao momento foram lançados pelo menos 10 foguetões da classe Kuaizhou, embora o Kuaizhou-1A e o Kuaizhou-11 tenham falhado (o que é normal no negócio dos foguetões, não indicando portanto que não se trate de um modelo super-promissor!).

Também se fala muito no Avião Espacial Tengyun, um avião reutilizável de dois estágios até à órbita, apesar de ter decolagem horizontal e pouso horizontal (HTHL), para ser lançado em 2025. Os primeiros testes vão consistir contudo num lançamento a partir de um Long March 2F.

A surpresa aqui é que o Tengyun será capaz de transportar além de carga útil, também tripulantes para órbita.

Não só a Chang’e! Entram os privados na corrida!

No horizonte da CASIC está também o lançamento de uma constelação de (IoT) Internet das Coisas de banda estreita em LEO (Low Earth Órbit) com 80 satélites, até 2025. 12 desses primeiros satélites de série 2 Xingyun, vão voar no Espaço já em 2021.

Também estão programados lançamentos de constelações de banda larga Hongyun para LEO com a dimensão de 156 satélites.

Também algumas empresas chinesas se estão a colocar na Corrida Espacial. É o caso da Galactic Energy, que está a desenvolver foguetes com propelente sólido para uma classe que já tem nome: Ceres-1, e serão lançados em Novembro. Outra empresa privada sediada em Pequim, a iSpace, está a preparar o segundo lançador sólido de seu nome Hyperbola-1, para o início de 2021. Foi com a versão nº1 deste lançador que a ISpace se transformou na primeira empresa chinesa a colocar um satélite (julho de 2019).

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