Talgo

Estará o futuro da ferrovia na propulsão a hidrogénio? As empresas de engenharia ferroviária estão a desenvolver projetos de comboios movidos a hidrogénio. Estão pensados para substituir as composições movidas a diesel, sem que haja necessidade de investir na eletrificação de todas as vias ferroviárias. Em Espanha, a construtora Talgo está a iniciar os testes do seu protótipo de comboio a hidrogénio.

Talgo SOI H2: Comboio Suburbano Movido a Hidrogénio

Para já, o projeto da Talgo está pensado para linhas suburbanas, adaptando o tipo de carruagens deste tipo de linhas com motorização a hidrogénio. Mas não se trata de uma simples troca de motores, mas sim do desenvolvimento de todo um novo veículo ferroviário, alimentado por pilhas de combustível mas incluindo outros sistemas verdes, como a travagem regenerativa. No final de 2021, espera-se que o projeto SOI H2, oficialmente denominado Talgo Vittal One, desenvolva os testes de validação.

Esta empresa espanhola torna-se assim mais uma empresa que investiga e desenvolve a aplicação de tecnologias de motorização a hidrogénio nas ferrovias. A alemã Alstom também já dispõe de projetos nesta área. As lógicas por detrás deste desenvolvimento não se prendem apenas com o ambiente. Comboios alimentados a pilhas de combustível não terão as emissões das correntes composições a diesel. Apesar dos elevados custos de criação de infraestruturas de energia baseada em hidrogénio, que estão a ser alvo de projetos de financiamento europeus, esta tecnologia revela-se economicamente viável para vias ferroviárias não eletrificadas.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.