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Esta semana, fala-se dos erros comuns sobre Ficção Científica, Drácula de Georgess Bess e a novidade dos comics no Substack. Olha-se para as capacidades do Codex da OpenAI, robótica e regra 34, e os novos aviões de passageiros supersónicos. Reflete-se sobre o meme de Teseu, a pichagem do Padrão dos Descobrimentos, ou conceber futuros muito distantes. Estas e outras leituras, documentando a forma como mudamos, nas Capturas da Rede desta semana.

Ficção Científica e Cultura Pop

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Oliviero Berni: Space opera.

Drácula: Um olhar sobre a forma como soberba adaptação de Georges Bess é fiel, editada por cá pela Seita.

“O me pagas o te hundo tu libro con malas críticas”: el terrible problema de Goodreads con el ‘review bombing’: Apesar de ser um recensionista intensivo neste site, não uso o seu lado social,  e esta tendência passou-me ao lado. Tem lógica, perversa, mas tem. Se os potenciais leitores pesquisam sobre um livro,  e o Goodreads é uma das fontes mais usadas  graças à comunidade de leitores que avalia e partilha opiniões, é lógico desvirtuar criminalmente este sistema.

Promotional art of the USS Cygnus, from 1979’s The Black Hole: Space opera barroca.

Cinco erros comuns, cometidos por escritores de Ficção Científica: Erros conceptuais na abordagem à literatura de ficção científica. Com  muita razão, a ilusão do acrónimo futurista pervasivo (tipo XP-T0) é muito deselegante.

Saucy Postcards: Imagine-se, passar por uma loja ou banca e poder escolher postais com desenhos malandros para enviar pelo correio. Hoje isso seria algo que oscilaria entre mau gosto e insultuoso, mas já foi normal e aceitável. A evolução geracional das mentalidades tem destas coisas. Apesar de obviamente inaceitáveis hoje, não deixam de ser artefactos culturais, e como tal não devem ser esquecidos ou deliberadamente apagados.

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Gary Viskupic: Surrealismo analógico.

James Tynion IV To Tell Secret History Of DC Comics & 5G On Substack: Por momentos, fiquei confuso. Se o Substack está a concorrer diretamente com as majors, como é que publica histórias da DC? Na verdade, trata-se de um criador a fazer algo raro, mostrar-nos as ideias e processos de decisão por detrás da evolução das séries de comics. Devo confessar um certo alívio pelo desaparecimento da 5G, não que não haja lugar a renovação de personagens, mas os clássicos da DC são mais do que os seus símbolos, algo que claramente quem propôs esta viragem não percebe. Parte da piada de ler Superman ou Batman está no revisitar dos seus alter-egos. A lógica é também transparente, substituir o Batman original por um negro, e a Wonder Woman por uma latina, é o tipo de jogada comercial para apostar na diversidade étnica como manobra de mercado e apelar a novos leitores. Algo que a Marvel já fez, mas de forma mais inteligente – em vez de criar sucessores diretos, criou novos personagens, que vão crescendo e afirmando-se. Provavelmente, dentro de alguns anos Miles Morales e não Peter Parker irá ser a definição de Spider Man, num processo natural de renovação. A DC, se tivesse seguido a lógica 5G, teria cometido um erro. Mesmo assim, note-se que os novos Batman e Wonder Woman são muito interessantes, Luke Fox e Yara Flor têm imenso potencial, o novo Swamp Thing também promete (aqui, a natureza do personagem faz com que recriá-lo com novas versões seja fácil e perfeitamente dentro da sua continuidade, Swamp Thing pode deixar de ser Alec Holland, uma evolução que faz sentido).

The Dragon Lady: O Europeana analisa a iconografia da femme fatale chinesa, originalmente criada como uma sucessora do mefistofélico Fu-Manchu. Uma iconografia curiosa, que mistura o medo da capacitação e sexualidade feminina com o orientalismo.

Please Don’t Read at the Beach: Um ensaio hilariante sobre o porquê de ler na praia ser uma péssima ideia. Uma das vantagens de viver relativamente perto de uma zona de praia é que a evito como o diabo da cruz no Verão. No entanto… confesso-me culpado deste crime bibliófilo hediondo.

Tecnologia

Creating a Space Game with OpenAI Codex: Impressionante, esta demo em que o algoritmo programa um jogo de computador a partir das instruções dadas.
Peer into the eyes of Cyberdog: A Xiaomi junta-se ao grupo de empresas que desenvolveram uma plataforma com forma de cão robótico.
Materials for Self Learners: Haverá melhor coisa no mundo do que aprender (mesmo sabendo que a escola padronizada esvazia muito esse prazer)? Neste destaque do Hackaday, podemos descobrir os guias de auto-aprendizagem de vários temas, da guitarra a diferentes linguagens de programação.
Instagram Is Turning Away From Photos To Videos. Artists Are Angry: A forma como a rede social funciona está a mudar. Como utilizador do instagram, já tinha notado o decréscimo do interesse naquilo que fez esta rede social ser interessante, a imagem fotográfica. Embora em menor medida do que estes criadores, também vi a diminuição de visualizações e reacções no conteúdo que publico. Desde que esta rede foi engolida pelo Facebook que mudou, para pior, e agora o seu foco parece ter passado para tentar emular o TikTok. Mas a base, o poder do insta era a imagem, as contas riquíssimas de fotógrafos e artistas visuais, criadores bem mais interessantes do que as últimas ranzinzices dos entediantes famosos. Duas notas: a clara prevalência algoritmica de imagens de proximidade de pessoas, o tipo de conteúdo que é privilegiado nos feeds; e a observação certeira de que os criadores que usam o instagram não precisam dele para criar, apenas para divulgar o que já fazem, ou seja, ao alienar estas pessoas, a rede vai ficar mais pobre e dependente da vacuidade dos famosos, influencers e aspirantes a estes estatutos.

Codex de OpenAI promete traducir lenguaje natural en código de programación gracias a la inteligencia artificial: A Open AI dá mais um passo no desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial capazes de programar. No entanto, é de notar que o objetivo do sistema não é autonomia, mas sim apoio, deixando os programadores focar-se na estratégia, lógica e arquitetura. A parte repetitiva de escrever código pode ser automatizável. Mas notem, isto não significa que os programadores deixem de ser necessários. O código tem de ser validado e supervisionado. Parece-me que este é um potencial exemplo de tecnologia centauro, que liberta o humano de tarefas rotineiras para que este se concentre nos aspetos mais complexos da tarefa que tem em mãos.

The Book Business Has Always Been Roiled By Technology: Da prensa mecânica aos e-books, a relação entre livros e tecnologia é muito forte (o livro é, em si, um envelope que combina diferentes tecnologias – papel, impressão, alfabeto). Mas convém não esquecer os avanços nas técnicas de impressão que nos trouxeram a democratização do acesso ao livro com os livros de bolso a baixo custo.

Here’s why Apple’s new child safety features are so controversial: Parece uma excelente iniciativa, o rastreamento preventivo de imagens sexuais de menores pela Apple. Não é difícil perceber o impacto que isto poderá ter nos casos de sexting e cyberbullying com menores. Então, porque é que estão todos contra a medida? Porque a Apple não se limita a fazer o rastreamento do material de que é feito upload, analisa também o conteúdo dentro do dispositivo. com isto, abre a porta a um imenso potencial de injustiças, porque no fundo, o que faz é aplicar nos dispositivos uma tecnologia que permite a análise e partilha de um espaço íntimo como o telemóvel com terceiros. Não é difícil imaginar governos mais autoritaristas (até mesmo na Europa…) a aproveitarem-se disto.
Niantic acquires 3D scanning app Scaniverse: Muito interessante, esta aposta da Niantic na digitalização 3D. O objetivo é óbvio – disponibilizar esta tecnologia aos utilizadores dos seus jogos, para que eles digitalizem espaços reais (o Pokemon Go! já tem algumas funcionalidades destas, embora eu ainda não as tenha conseguido usar). Do meu ponto de vista, como alguém que tem no scan 3D um dos seus gostos assumidos, espero que esta aquisição de uma excelente app para iOS se traduza numa versão para Android, uma vez que a Niantic trabalha em multi-plataformas.
You Believe In Privacy? Turns Out We Believe In Convenience More: Este é um artigo que poderia ser uma excelente reflexão sobre a forma como as pessoas cedem alegremente os seus dados a qualquer empresa ou serviço que lhes pareça divertido ou conveniente, mesmo que os dados entregues ultrapassem largamente o necessário para o serviço ou aplicação. Mas prefere olhar para o lado institucional, revoltado com, por exemplo, a forma como em Portugal divulgamos um dado pessoal, o nif, apenas por razões tributárias. Esquecendo que em estados de direito e democráticos, é pacífico que haja acesso a estes dados por organismos governamentais, a própria estrutura social implica que serão usados apenas para o que são necessários. Que eu saiba, as Finanças não vendem os meus dados financeiros a empresas de marketing digital, ou perfilam para efeitos de vigilância fora de âmbitos criminais. Nem nenhum polícia me bateu à porta para averiguar a pureza ideológica dos livros que compro, ou a exigir justificação dos meus movimentos. Claro que num estado iliberal ou totalitário a conversa seria outra. De fora, ficou o grande elefante na questão dos dados e privacidade, que é a forma como existe toda uma economia que lucra explorando os dados individuais agregados até ao tutano.
Warner Bros. Lets Anyone Be in Its Reminiscence Trailer With a Cool New Deepfake Generator: Se olhamos para esta tecnologia essencialmente sob o pressuposto do risco de fake news, há outras vertentes em exploração. Aqui, um muito óbvio uso em marketing.
Este Jensen Huang no es real, es virtual: así nos engañó a todos NVIDIA durante 14 segundos con un deepfake espectacular: Já se aperceberam deste eventual cenário de ficção científica? Uma empresa totalmente gerida por inteligência artificial, que produz vídeos Deepfake dos seus supostos gestores humanos para manter a ilusão de que é uma empresa tradicional? Confesso que foi o que pensei quando li esta noticia sobre um interessante feito da Nvidia.
TikTok to add more privacy protections for teenaged users, limit push notifications: Confesso que a minha primeira experiência com o TikTok foi péssima, fui bombardeado por vídeos de promoção de contas eróticas e adolescentes semi-vestidas. Entretanto melhorou. Por isso, não me surpreende que a empresa se tenha tornado tão agressiva na defesa da privacidade dos utilizadores, especialmente dos menores, o free for all poderá dar problemas muito sérios.
Go read this story of tech workers who secretly work multiple remote jobs: Revolta proletária, versão século XXI. Em teletrabalho, o patrão não consegue ver quantos computadores estamos a usar (isto, pensando naqueles casos em que o trabalhador é forçado a usar software de monitorização no seu equipamento). Num mundo de relações laborais que costuma estar inclinado para o lado do capital, é interessante ver de que forma os trabalhadores dão a volta ao sistema.
Light Painting With An 19th Century Inspired Plotter: Para os que, como eu, são fãs de máquinas de desenho e pintura com luz. Aqui fica um excelente projeto diy.
Autocorrect Errors in Excel Still Creating Genomics Headache: Quando o “raispartam o corretor” tem consequências mais graves do que inconveniências, como o prejudicar pesquisas em genética porque o software altera automaticamente as siglas convencionadas dos genes, pensando que o que o utilizador quer nas células são datas.
The New Supersonic Boom: Se se pensa que o voo supersónico civil morreu com o fim do Concorde, há algumas empresas que discordam, e estão a investir em novas tecnologias que permitirão construir aeronaves capazes de transportar passageiros acima de Mach-1, com e menor impacto ambiental e aerodinâmico.
DeviantArt Is Now Using AI to Spot People Selling Stolen Art as NFTs: Novos crimes de futurismo a curto prazo, saquear perfis de artistas no Deviant Art, a clássica comunidade/rede social para artistas, para vender os ficheiros digitais como non-fungible tokens.

Forma da Modernidade

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El meme de Teseo: una paradoja de la época de los filósofos griegos adaptada a los tiempos modernos de los captchas: Uma piada, elegante, muito elegante, com mitos gregos. É rebuscada. De acordo com as lendas, o navio de Teseu foi mantido graças a uma constante renovação das suas madeiras, de tal forma que depressa deixou de ter as tábuas originais. E embora mantivesse a forma e o aspeto, sem os materiais originais, podemos dizer que o navio de Teseu continua a ser o navio de Teseu? A resposta não é simples, isto é um dos paradoxos clássicos.
Icebergs, Zombies and the Ultra Thin: Architecture and Capitalism in the Twenty-First Century: Análise a um livro que nos fala das tendências arquitetónicas do século XXI, não como de urbanismo ou espaços habitáveis, mas como de estratégia financeira – essencialmente, a construção de edifícios luxuosos cujos apartamentos servem apenas para serem sucessivamente comprados e vendidos por fundos financeiros.
The Medici as “Influencers,” The Metropolitan Museum as Clickbait: Para quem gosta de cultura, ver os museus a adoptar as estratégias das redes sociais para promoção soa mal. Por outro lado, os museus não servem apenas como repositório cultural para elites e serviços académicos, têm uma função pedagógica de conquista de novos públicos. É aqui que se inserem estas estratégias, que não são muito diferentes do que qualquer bom professor fez para facilitar às crianças o acesso ao conhecimento.
Padrão dos Descobrimentos: a polémica que vem de longe: Como amante do património, também me cai mal a recente pichagem do Padrão dos Descobrimentos. Mas percebo a sua lógica, claramente num projeto de arte de intervenção (se fosse mero vandalismo, quem o fez não se teria identificado). Por muito que a estética destes monumentos nos seduza, devemos recordar que comemoram feitos que, se vistos de outros pontos de vista, são atrocidades. O olhar público e mediático olha para os Descobrimentos sob o ponto de vista épico e aventureiro, deixando de lado questões incómodas sobre colonialismo, escravatura ou violência (a academia não o faz, pelo que vejo). É esta a lógica destas intervenções, numa linha muito ténue, que usam o vandalismo para chocar e, no processo, acender debates. Se bem que nisto, o discurso segue sempre o da ofensa. Pessoalmente, sou obviamente contra o derrubar ou vandalizar o património artístico e cultural; mas também não creio que a História só deva ser abordada pelo ponto de vista que mais nos convém.
All Over The World, More Governments Are Censoring More Books: Study: O século XXI deveria ser o do triunfo dos valores humanistas. Não é isso que está a acontecer, os sinais de iliberalismo despontam por todo o lado. A censura aos livros é um dos mais óbvios sinais. E não acontece só nos países suspeitos do costume, também na Europa temos métodos institucionais de censura.
How digital beauty filters perpetuate colorism: As redes sociais ajudam a perpetuar estereótipos de beleza feminina, entre a infindável corrente de rostos e corpos perfeitos, e os filtros que disfarçam as normais imperfeições humanas. Ainda se juntam os estereótipos étnicos, no que toca ao sublinhar que as peles mais claras são um ideal de beleza. Dado o consumo destes meios por adolescentes, não é difícil perceber o potencial de problemas de auto-imagem  e auto-estima nas crianças e jovens cujos corpos não correspondem à imagem da beleza nas redes sociais.
The Art of Pondering Earth’s Distant Future: Refletir sobre de que forma manter em segurança um depósito de resíduos nucleares, obriga a pensar  nos futuros muito distantes, mesmo naquele em que a geografia da Terra estará irreconhecível. Pensar no futuro distante é um exercício de especulação poética e científica, olhando para a humanidade como algo fugaz.
What Does It Mean to Create Afrofuturistic Art?: O termo afrofuturismo surgiu nos últimos anos para designar vozes criativas da Ficção Científica vindas de África, ou com origens africanas. Autores que em vez de emular a forma, estrutura e conceitos da Ficção Científica europeia e americana, começaram a desenvolver a sua própria voz e temas que se focam em futuros especulativos que partem dos mitos, realidades e sonhos africanos. Agora, está a chegar às práticas de arte contemporânea.
Afghanistan’s All-Girls Robotics Team Desperate to Escape Country as Taliban Takes Control: Report: Como alguém que trabalha em educação, focado na tecnologia, e das coisas que mais preza é o poder dinamizar um pequeno clube de robótica, esta notícia sobre a realidade afegã é especialmente tocante.
La batalla de Roncesvalles, entre historia y leyenda: Da derrota, para o mito, ou como um desastre militar dos tempos em que o avanço árabe foi travado na Península Ibérica deu origem à Chanson de Roland e aos épicos cavaleirescos da idade média.
The US Carefully Documented Its Total Failure in Afghanistan for 12 Years: Uma leitura que deixará sóbrios aqueles que estão surpreendidos pela derrocada afegã. Na verdade não foi queda súbita, antes sim a forma de um longo processo de má gestão, projetos de utilidade duvidosa e corrupção generalizada.
How the world already prevented far worse warming this century: Por entre as muito deprimentes notícias sobre o aquecimento global, esta surpreende pela positiva. As ações para eliminar os CFCs e regenerar o  buraco no ozono não só foram bem sucedidas no seu objetivo, como ainda tiveram o impacto extra de ajudar a diminuir emissões causadoras de aquecimento global. A nota de esperança? Notar que quando queremos, quando conseguimos invocar sentimentos de urgência, conseguimos implementar mudanças positivas. Já nem me lembrava do buraco no ozono, e este artigo despertou a memória dos alertas científicos, da discussão sobre o eventual alarmismo de eliminar cfcs de sprays e sistemas frigoríficos (alarmismo em parte motivado por interesses financeiros, que isto de mudar tecnologias é sempre caro e corta lucro), entre outros, mas também forma como esse alarmismo foi combatido de forma decisiva, num esforço global que resolveu o problema ambiental grave. É o que teremos de fazer para mitigar o aquecimento global.
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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.