história

Esta semana, destacamos a complexidade de adaptação de algumas obras de ficção científica literária, recordamos Esteban Maroto e os 35 anos de Dylan Dog, e descobrimos que o Capitão Kirk vai ao espaço (suborbital). Fala-se da história da linguagem Logo, da forma como as novas gerações interagem com os interfaces digitais, e de dois mil anos de computação. Ainda se olha para poços do inferno, e teatro através de folhas de cálculo. Outras leituras vos aguardam, nas Capturas da semana.

Ficção Científica e Cultura Pop

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Apocalipse: A Revelação de São João: Adaptação de uma história clássica, escrita pelo lendário criador de Martin Mystére, e desenhado pelo sempre genial Corrado Roi, estou a ver que este lançamento da Seita vai ter um espacinho na biblioteca.

Después de ‘Fundación’ y ‘Dune’: 11 libros clásicos de ciencia- ficción aparentemente imposibles de adaptar: A impossibilidade de adaptação de um livro ao cinema é algo relativo, porque se trata de um processo de modificação. Aliás, se entrarem numa obra clássica apenas pela sua adaptação ao cinema ou televisão, irão ficar muito surpreendidos quando eventualmente pegarem no livro original. Parte destes livros representam desafios muito fortes de adaptação, especialmente pelo lado visual que invocam. Eu juntaria aqui outra obra difícil de adaptar: The Atrocity Exhibition de J.G. Ballard.

Incas e Europeus: para que servem as histórias alternativas?: E se… os incas e aztecas não tivessem sucumbido à doença e, após o primeiro contacto com os espanhóis, fizessem o caminho inverso e conquistado a Europa? Esta história alternativa ficou marcada no radar.

La pieza sobre la que Asimov construyó ‘La Fundación’: lo cerca (y lo lejos) que estamos de que la psicohistoria sea una ciencia de verdad: Que vos dizer? Se estão fascinados com a nova série da Apple TV, talvez pegar nos livros originais de Asimov não seja a melhor estratégia, são FC cerebral, muito clássica, algo datada, mas merecidamente incontornável.

Amadora BD 2021 – Programação: Já está disponível o programa do FIBDA 2021. Marcar na agenda, claro.

Shigeru Komatsuzaki: Pura space opera.

4747) A linguagem da ficção científica (24.9.2021): De facto, na Ficção Científica algo que noutros géneros seria uma metáfora, não o é. Um fim do mundo nunca é um desabar psicológico, mas sim um apocalipse que aniquila um planeta, por exemplo.

4743) “Eu quero ler, e não posso” (12.9.2021): Porque a vida… acontece. É uma história típica. Já devo ter perdido a conta aos olhares esperançosos de novos e prometedores autores e criadores a apresentar os seus projetos, alguns incipientes, outros mesmo muito prometedores, sempre com os seus planos de futuro. E de pensar sempre que dentro de poucos anos, estas vozes terão na sua maioria desaparecido, ou ficando como sombras fugazes no fandom. Porque a vida acontece, os empregos, os estudos, as vicissitudes os desviam dos seus sonhos, ou os levam a outros. Tenho uma quantidade razoável de livros escritos por autores que depressa desapareceram, levados pelas voltas da vida. São raros os que se aguentam, que encontram equilíbrios e formas de manter o dinamismo. Por cá, dado o diminuto mercado para ficção de género, é especialmente difícil.

Retrofuturismo y animación británicos, un repaso al mágico y fascinante mundo de series de hace décadas: Recordar a estética retrofuturista, com um olhar para a animação e animatrónica britânica dos Anderson, criadores de séries tão marcantes como Fireball XL-5 ou Thunderbirds.

Estive a Ler: O Deus das Moscas Tem Fome: Uma análise ao livro de contos do editor da Saída de Emergência, que me parece ter sido escrita num delicado equilíbrio entre o tentar refletir sobre a real qualidade da obra e o conseguir não perder a parceria com a editora. Dos excertos que li do livro na Bang!, achei uma leitura potencialmente divertida mas essencialmente derivativa e fan fiction, mas suspeito  que a conhecida vaidade do autor e a sua posição influente como editor irá elevar a obra aos píncaros da literatura fantástica portuguesa sem que realmente o mereça. O mundo do fandom do fantástico português é muito pequeno, todos se conhecem, e nenhum escritor ou crítico se vai atrever a ser honesto sobre um livro escrito por alguém que, pela sua posição como editor, é um peso pesado no meio. Mais que não seja porque há boas relações pessoais, e é sempre complicado dizer a alguém que nos fala da sua experiência, atribulações e esperança ao escrever algo como “bem, mas isto é apenas uma história divertida, não é assim tão boa” ou ser honesto quando o texto é mesmo mau. Pessoalmente, tenho-me esforçado por evitar o livro. Parece-me leitura divertida, seria típico midrange nos mercados editoriais estrangeiros, mas francamente nem tenho tempo.

Sci-Fi Can Help Teach Us About Political Theory: Esta capacidade pedagógica da Ficção Científica não se limita à política, mas é de sublinhar que muitas das visões dos mundos ficcionais têm fortes visões ideológicas inerentes. Das distopias, óbvias formas de falar dos perigos do autoritarismo, aos futuros pós-escassez ao estilo Star Trek, dando um exemplo de visão de futuro que nos leva a pensar que o corrente sistema capitalista desregulado não tem de ser inevitável.

Al habla con Esteban Maroto, un auténtico clásico del cómic y la ilustración fantástica: Confesso a minha ignorância, desconhecia que o brilhante ilustrador espanhol que se tornou de culto graças ao trabalho  que desenvolveu para os títulos clássicos de terror da editora Warren, ainda era vivo. Está a ser alvo de exposições e edições retrospectivas em Espanha, a sua história e traço clássico merece ser recordado.

William Shatner Is Reportedly Taking a Ride on Jeff Bezos’ Rocket: Os foguetões de aspeto algo peniano da Blue Origin não são exatamente a ponte de comando da Enterprise, mas o Capitão Kirk irá finalmente ao espaço. Suborbital.

Dylan Dog: Detetive do impossível surgiu há 35 anos: Pedro Cleto recorda no JN a história de Dylan Dog, um dos mais deliciosos personagens de fumetti. Mas, que digo eu! Um dos? Não, caros, Dylan é fabuloso, especialmente se escrito pelo seu criador, Tiziano Sclavi. A prenda é para os leitores: a editora Seita vai editar o excelente  Número 200, uma belíssima história assinada por aquela que se tem mostrado uma das melhores argumentistas a escrever para este personagem, Paola Barbato.

Marvel Could Lose Copyright Over Spider-Man And Doctor Strange: Isto poderia ser uma notícia interessante, se Steve Ditko estivesse vivo e viesse a gozar a justa recompensa pela sua criatividade. Mas não, isto são meros herdeiros à procura de espremer uns tostões daquilo que não fizeram. Não que a política de propriedade intelectual da Marvel (similar noutras editorias) não seja incorreta, mas dois errados não somam num certo.

David Schleinkofer: As relações interculturais são sempre um desafio.

O Amor Infinito que te Tenho na Turquia: Um dos melhores, e mais poéticos, livros de banda desenhada portuguesa dos últimos anos está a ter uma excelente carreira além-fronteiras. Os leitores turcos são os próximos a poder deliciar-se com esta excelente obra de Paulo Monteiro.

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Jean-Claude Mézieres: Do brilhantismo de Valérian (e Laureline, essa personagem tão mais forte e interessante do que o protagonista).

Netflix Acquires Roald Dahl Story Company: Preparem-se, virá daqui um dilúvio de Dahlverse. O streaming vasculha tudo em busca da next big thing que agarre os espetadores a serviços online.

Tecnologia

This 3D Map of the Undersea Cables Connecting the Globe is Mesmerizing: A Internet corre através de cabos que interligam o planeta, uma infraestrutura largamente invisível que nasceu com as primeiras ligações transatlânticas no século XIX.

AI luminary Kai-Fu Lee and sci-fi author Chen Qiufan predict the future in ‘AI 2041’: Está na lista de leituras, este livro entre a ficção e a ciência, escrito a duas mãos por dois nomes de charneira nos seus campos.

The history of the Logo language (an updated post): Criada em 1967 pela equipa de Seymour Papert, esta foi a primeira linguagem de programação concebida para crianças da história. Pessoalmente, sempre me assombrou a capacidade visionária de Papert, Cynthia Solomon e Wally Feurzeig. Num tempo em que a ideia de computadores nas mãos de todos parecia especulação típica de ficção científica, estes investigadores criaram uma linguagem pensada para ensinar crianças a programar. Não para as transformar em programadores, mas sim para que aquilo que viam como claras vantagens cognitivas do uso criativo da computação. No processo, ajudando a estabelecer as bases do que hoje denominamos Pensamento Computacional.

File not found: Da incapacidade das gerações mais novas em navegar pelas estruturas rígidas das pastas e diretórios dos interfaces de computador. A razão parte da sua habituação aos interfaces de fluxo e pesquisa dos dispositivos móveis. E isto traz à memória Ted Nelson, um dos criadores do conceito de hipertexto e que passou grande parte da sua carreira a tentar convencer meio mundo que a rigidez de uma estrutura cognitiva herdada pelo digital do do mundo burocrático era anti-natural, e que com a tecnologia poderíamos desenvolver formas de interação em fluxo. O Xanadu de Nelson não é exatamente o infinite scrolling e o pesquisar, não arrumar, mas há um certo paralelismo.

Sid Meier and the Meaning of “Civilization”: Se me perguntarem quais os jogos que mais gostei de jogar… Transport Tycoon e Civilization, claro. O que seduz nos jogos de Sid Meier é o seu caráter aberto e de construção e exploração, que de certa forma nos permite uma participação profunda no jogo.

The Open Book Project: open source e-reader you can make yourself from parts: Se tiverem vontade de montar o vosso leitor de livros eletrónicos a partir de componentes, ecrã e ferro de soldar, este projeto é para vós.

China says all cryptocurrency-related transactions are illegal and must be banned: Tenho andado a fugir a esta noticia, confesso não compreender o seu real impacto, ou lógica. Mas sublinha que as criptomoedas não são de facto moedas, são elementos especulativos que apenas existem porque há um consenso espontâneo (e inflacionado por muito hype) sobre o seu valor. Consenso esse que pode oscilar muito depressa, como se observa pela volatilidade do seu valor.

A teenager on TikTok disrupted thousands of scientific studies with a single video: A geração TikTok cruza-se com os esquemas mechanical turk, e com isso sublinham as fragilidades das investigações por inquérito estritamente online. Facilitam imenso a vida aos investigadores, mas para além do viés da acessibilidade (só responde quem tem acesso a meios digitais, mas tendo em conta o trabalhão que dá investigar por inquérito,as vantagens sobrepõem-se às desvantagens), há esta possibilidade: uma multidão online de repente aceder aos inquéritos porque será compensada com isso, e assim corromper a recolha de dados.

GPT-3 can summarize books as well as a human can: O que não é assim tão impressionante quanto isso, parte da capacidade de fazer um sumário do que se lê é identificar padrões e os termos mais usados num texto.

The Lightning port isn’t about convenience; it’s about control: A recente decisão da UE de estandardizar os conectores de carregamento de dispositivos para a norma USB-C é excelente, quer do ponto de vista dos consumidores (recordam-se daqueles tempos em que cada dispositivo tinha o seu carregador com ponta específica?), quer ambiental (lembram-se do que fizeram a esses carregadores todos que já não podiam reutilizar ao quando o dispositivo avariava ou era trocado? ). Mas para empresas como a Apple, esta norma europeia ataca-lhe os lucros. É uma questão de estratégia comercial, o pagar o prestígio da marca, e, também,  o cobrar aos fabricantes de acessórios uma taxa para fabricarem produtos compatíveis com dispositivos Apple.

REVOLUTION: THE FIRST 2000 YEARS OF COMPUTING: Uma exposição física e virtual que nos recorda a longa história da computação, através dos seus artefactos. Aviso ao leitor: é mergulho profundo, e fascinante para quem apreciar a história do computador.

MIT Establishes New Initiative to Meld Humans and Machines: Toques de cyborg, embora esta iniciativa se foque no desenvolvimento de tecnologias assistivas mais complexas que dêem elevados níveis de autonomia aos portadores de necessidades especiais.

How the U.S. Army Is Turning Robots Into Team Players: Projetos de investigação que integram robótica e inteligência artificial no desenvolvimento de sistemas capazes de interagir com humanos em ambientes complexos.

Diccionario de Internet viejuno para adolescentes que quieran entender a los “boomers”: Tem algumas coisas específicas à realidade espanhola (apesar do horrendo “emilio” de vez em quando ser ainda usado por algumas pessoa cinzentas que se acham divertidas), e é uma divertida forma de recordar os termos da cibercultura vernacular. Arrepia ver que “blogger” (ainda sou) já parece algo antediluviano perante os youtubers e tiktokers. Se algumas expressões foram relegadas para a memória da história, outras ainda são usadas.

We are sleepwalking into AI-augmented work: O uso de ferramentas aumentativas baseadas em inteligência artificial está a incrementar gradualmente. Enquanto tememos que os algoritmos nos substituam, na verdade cada vez mais trabalhamos com eles.

COVID Green Pass Validator with Raspberry Pi: Bem, há uma app específica para isto por cá, desenvolvida pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde, que lê e valida os códigos QR dos certificados. Diga-se que nunca a vi ser usada, mesmo em hotéis onde me fotografaram o certificado para garantir que é válido (irra, que por vezes a ignorância dói). Para uma versão de engenharia excessiva, porque não construir este interface com Raspberry Pi?

In the early 1990s, this guy predicted how the Internet would turn out: De facto, amplificar as piores tendências sociais tem sido um dos piores efeitos secundários da sociedade em rede.

How DeepMind Is Reinventing the Robot: Colocar inteligência artificial a conceber e otimizar robots. O que é que poderia correr mal, conta-nos a ficção popular? Pista: Terminator. Piadas à parte, usar algoritmos para acelerar o resolver dos problemas de mecânica e design de robots é um exemplo clássico de como esta tecnologia expande as nossas capacidades.

História da Modernidade

Facebook’s research on kids even considered turning playdates into growth drivers: O que me surpreende nesta notícia, é ver que há quem ainda se surpreenda que a rede social considere os seus utilizadores, potenciais ou efetivos, como pouco mais do que gado para explorar. Não, caros, não somos “membros queridos de uma comunidade global” albergada num benevolente site azul. Somos material para extração de dados e otimização de estratégias de marketing, que é o que paga os servidores, programadores, executivos, especialistas em inteligência artificial e o avião privado que transporta o dono do Facebook.
Is Literature “Technology”?: Ah, McLuhanismo terminal. Em parte sim, até porque as histórias têm o condão de nos modificar perceções e pontos de vista.
The Largest Autocracy on Earth: Com um número de utilizadores que supera as populações combinadas dos maiores países do mundo, a rede social é notória pela forma autocrática como é gerida, com são tomadas decisões de forma opaca que afetam milhares de milhões de utilizadores.
Future Wife is a wedding, a play, and the weirdest thing I’ve done in Google Sheets: Uma peça de teatro montada e visualizada através de uma folha de cálculo online é talvez a mais inesperada forma de teatro experimental. Folhas de cálculo como meio para contar histórias é muito inesperado.
You Can 3D Print Your Own Mini Museum: O Hyperallergic descobriu as digitalizações 3D disponibilizadas online. Pessoalmente, prefiro o Scan the World para obter este tipo de modelos para imprimir, mas as partilhas no Sketchfab têm uma qualidade visual espantosa.
What Germany Says About Far-Right Politics: Uma intrigante visão sobre os populismos de extrema direita, que parecem ameaçar as democracias. As eleições têm mostrado que, apesar do ruído que fazem, a percentagem de eleitorado que conseguem convencer é diminuta. Isso não significa que sejam inócuos. É precisamente o ruído que geram, que condiciona e enviesa, que representa a maior ameaça destes movimentos à liberdade democrática.
Cavers Reached the Bottom of an Ancient ‘Well of Hell’ For the First Time: Confessem lá que a ideia de uma expedição a um poço dos infernos vos seduziu, ao estilo história de terror. O fundo deste acidente geológico yemenita não é nada infernal,  e o vídeo da expedição mostra um local muito belo.
How social media is changing the way we experience art: Arte, curadoria, e museologia hoje têm de levar em conta as redes sociais. Há um lado positivo, de expansão da acessibilidade à obra de arte. Por outro lado, há o risco da queda nas estéticas simplistas que garantem popularidade nas redes sociais.
A desire for “conformity and obedience” as a result of COVID-19 could boost authoritarianism in the wake of the pandemic: Algo que tem sido um padrão em pandemias anteriores, e que se relaciona tanto com os medos trazidos pela pandemia como pelo choque e habituação forçada a medidas de contenção que, por vezes, são draconianas.
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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.

3 COMENTÁRIOS

  1. Oh Artur! “Uma análise ao livro de contos do editor da Saída de Emergência, que me parece ter sido escrita num delicado equilíbrio entre o tentar refletir sobre a real qualidade da obra e o conseguir não perder a parceria com a editora.” Se temesse perder a parceria com a Saída de Emergência ao falar mal do livro do Corte Real, teria falado super bem, o que não foi o caso. Aliás, nem sequer o criticaria publicamente como o fiz aquando do discurso dele de só existirem 3 autores portugueses. O que em alguns casos acontece é ter alguma dificuldade em falar muito mal de autores portugueses (como por vezes faço com internacionais quando não gosto mesmo nada) optando por críticas construtivas. Isso acontece porque também sou autor e sei o quão destrutivo isso pode ser para quem lê. Não foi o caso de “O Deus das Moscas”. É um bom livro, mas não é nenhuma maravilha. Dei-lhe 7 pontos em 10 e a minha opinião é exactamente aquela que escrevi.

    Forte abraço.

    • É curioso, não tinha associado o blogger ao escritor. Don’t take it very personally, mas na verdade quem lê de fora sente ali um certo jogo de cintura para tentar suavizar. Na verdade, aproveitei para sublinhar o hábito demasiado comum na nossa pequena blogoesfera crítica de trabalhar com parcerias editoriais, o que sempre me levantou muitas dúvidas sobre a transparência de relações e das opiniões. Também é por isso que nem sequer perco tempo a ler a maioria dos blogs sobre literatura, o teu é das raras exceções.

      • 😛 Nem tinhas obrigação de associar, mas sim sou o mesmo. 🤣

        Respeito a tua opinião, obviamente. Já escrevi opiniões negativas a livros da Saída de Emergência. Eles costumam publicar os meus autores preferidos, mas percebo o teu ponto. Como blogger parceiro, sinto sempre que estou a falhar com o objectivo ao escrever algo menos positivo, mas para eu ser credível tenho de pôr sinceridade no que escrevo. Lido melhor com defraudar expectativas (ainda que tente sempre ressalvar aspectos positivos) do que com engolir o sapo de dizer que algo mau é bom. Isso é muito complicado para mim. Pronto, se lês o meu blogue já fico mais contente.

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